Vídeo mostra homem fazendo mistura de cloro para piscina onde mulher morreu

Publicado em 09/02/2026, às 20h11
Foto: Reprodução
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Por CNN Brasil

Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu intoxicada por cloro adulterado após uma aula de natação na academia C4 GYM em São Paulo, levando a investigações sobre a manipulação do produto químico no local.

Cinco pessoas, incluindo Juliana, apresentaram sintomas graves de intoxicação, e o delegado-geral da Polícia Civil confirmou que o cloro estava misturado com uma substância não identificada, causando reações adversas entre os alunos presentes.

A academia foi interditada pela Subprefeitura de Vila Prudente por operar sem alvará e por questões de segurança, enquanto as autoridades realizam perícia no local e a direção da academia se comprometeu a colaborar com as investigações.

Resumo gerado por IA

O caso da morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morta intoxicada por cloro adulterado após participar de uma aula de natação na academia C4 GYM, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, ganha um novo capítulo. Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram o momento em que um homem manipula o produto químico que teria resultado na morte da mulher.

Nos registros das câmeras de segurança, analisadas pelos investigadores do 42º DP (Parque São Lucas), é possível ver quando os baldes com os materiais são utilizados. Veja abaixo:

Segundo relatos de alunos e do gerente da academia à polícia, o manobrista do local é o responsável pelo preparo do produto que é jogado na água. 

Cloro adulterado

Tanto Juliana quanto as outras quatro pessoas internadas foram vítimas de intoxicação por cloro adulterado.

A informação é do delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (9). Dian afirmou que o cloro colocado na água estava misturado com um produto ainda não identificado.

"Não temos o laudo definitivo ainda. Mas, em um primeiro momento, a gente sabe que foi uma intoxicação por cloro misturado por algum outro produto". Artur Dian, delegado-geral da Polícia Civil de SP.

O incidente ocorreu durante uma aula de natação com nove presentes na academia no bairro Parque São Lucas. Segundo relatos de testemunhas, os alunos perceberam um forte odor químico, seguido de ardência nos olhos, no nariz e nos pulmões, além de episódios de vômito.

O delegado lamentou a morte Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. Ela chegou a ser socorrida em um hospital de Santo André, mas não resistiu após sofrer uma parada cardíaca. O velório e o enterro da jovem acontecem nesta segunda no Cemitério Quarta Parada.

Além de Juliana, quatro pessoas foram internadas. O marido da mulher, Vinicius de Oliveira, e um adolescente de 14 anos, que foi hospitalizado com bolhas no pulmão, estão na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Outras duas pessoas, identificadas como Eduardo e Tabata, já foram liberadas após serem medicadas.

Academia sem alvará


A CNN Brasil apurou que a Academia C4, onde ocorreram as intoxicações, não possui o Auto de Licença de Funcionamento e tem situação precária de segurança. Por isso, a Subprefeitura de Vila Prudente interditou preventivamente o estabelecimento devido às irregularidades encontradas.

O delegado Alexandre Bento já havia informado que os responsáveis pela academia fecharam o local e não comunicaram o fato à polícia, apesar de o estabelecimento ficar em frente à delegacia. "Houve a negligência que resultou na morte", afirmou Bento.

As autoridades precisaram arrombar o imóvel para a realização da perícia técnica e coleta de amostras da água. Em nota, a direção da Academia C4 GYM lamentou o ocorrido, afirmou ter prestado atendimento imediato aos envolvidos e informou que está colaborando com as investigações.

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