Vídeo mostra interação indevida de homem com elefante-marinho em Alagoas; veja riscos e recomendações

Publicado em 15/03/2026, às 17h36
Reprodução/Video
Reprodução/Video

Por Redação

Quem frequenta as praias da cidade de Barra de Santo Antônio, na Grande Maceió, teve a rotina alterada esta semana com presença de um elefante-marinho (o segundo registro na costa alagoana em 17 anos). A curiosidade fez o animal se tornar o centro das atenções de banhistas e turistas, mas a estadia dele tem gerado preocupação entre ambientalistas.

Na manhã deste domingo (15), quinto dia em que o elefante-marinho é visto no Litoral, um homem se aproximou e tentou interagir com o mamífero. Em vídeo (veja abaixo), é possível notar que o animal, visivelmente incomodado e assustado, acaba retornando para a água como forma de proteção. O Instituto Biota de Conservação, que acompanha de perto o deslocamento do visitante, divulgou as imagens. Assista:

O elefante-marinho tem alternado períodos de descanso na faixa de areia com mergulhos no mar. Desde a primeira vez que ele apareceu, o Biota monitora a saúde do animal, para garantir que ele possa descansar sem interferências. No entanto, o comportamento humano tem desafiado esse trabalho.

"A gente está pedindo para a população para que não interaja com o animal, pois ele está querendo descansar e a população não está deixando sair da água. É importante que ele saia para descansar e trocar a pelagem, e com isso, para que possa voltar para a área de origem", disse o diretor-executivo do Biota, Bruno Stefanis.

Também neste domingo, o Biota divulgou que o elefante-marinho está bem e apresenta comportamento comum para a espécie. No momento, não há necessidade de intervenção do órgão ambiental.

Orientações

A orientação técnica é clara: não interagir. Os especialistas reforçam que esses animais costumam sair da água para descansar ou realizar a troca de pele, processos que exigem silêncio e distância.

Para garantir o bem-estar do elefante-marinho e a segurança da população, a recomendação é manter distância, pois o animal pode reagir de forma agressiva caso se sinta acuado; não oferecer alimentos, pois prejudica o comportamento natural da espécie; e evitar barulho, como gritos e aglomerações que podem causar estresse ao mamífero.

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