Vídeo mostra momento em que homem invade casa e comete chacina que deixou 5 pessoas mortas

Publicado em 08/01/2026, às 14h34
Foto: Reprodução/O Tempo
Foto: Reprodução/O Tempo

Por O TEMPO

Um homem de 42 anos cometeu uma chacina em Juiz de Fora, Minas Gerais, matando cinco familiares, incluindo um menino de 5 anos, e foi preso logo após o crime. O suspeito confessou à polícia que planejava atacar mais membros da família, mas não conseguiu acessar o apartamento do irmão.

O crime foi premeditado, com o autor monitorando a rotina das vítimas e atacando uma irmã ao sair para o trabalho. Ele utilizou uma faca e demonstrou frieza durante o depoimento, apresentando motivações confusas relacionadas a dívidas e desavenças familiares.

As investigações estão em andamento e devem ser concluídas em 10 dias, com o suspeito enfrentando a possibilidade de indiciamento por cinco homicídios. Exames psicológicos poderão ser solicitados para avaliar sua condição mental no momento do crime.

Resumo gerado por IA

Um vídeo recebido por O TEMPO registrou a ação do homem de 42 anos que invadiu uma casa e cometeu uma chacina que deixou cinco pessoas mortas em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, nessa quarta-feira (7/1). Logo após o crime, o suspeito foi preso e confessou à Polícia Militar (PM) que matou o pai, a madrasta, duas irmãs e o sobrinho de apenas 5 anos. 

O registro mostra o rapaz saindo de casa por volta das 3h30 da manhã e, por volta de 7h, chega até a residência e agride uma das irmãs, que está no portão. Posteriormente, as imagens mostram o suspeito confesso voltando para seu apartamento após a chacina.

Durante depoimento à Polícia Civil (PCMG), ele admitiu que pretendia matar também a família do irmão. Porém, o plano acabou frustrado após ele não conseguir acessar o apartamento do familiar, onde dormiam, além do irmão, a cunhada e duas crianças, sobrinhas do suspeito. 

Segundo a PM, o suspeito confesso monitorou a rotina das vítimas. Ele aproveitou o momento em que uma das irmãs saía para o trabalho para rendê-la, agredi-la e obrigá-la a entrar na residência, como mostra no vídeo. “Ele usou uma faca para atacar todos eles”, detalhou o tenente-coronel Flávio Tafuri Mattoso.

Relembre o caso


Segundo a PMMG, os corpos das vítimas foram encontrados por um irmão do suspeito no momento em que ele saía para trabalhar nessa quarta-feira (7/1). O familiar acionou os militares e informou que o irmão tinha transtornos psiquiátricos e poderia estar envolvido no crime.

Imediatamente, os militares iniciaram rastreamento e, em cerca de 20 minutos, conseguiram localizar o suspeito, que não resistiu à prisão. Questionado, ele confessou o crime, mas apresentou versões divergentes sobre as motivações, alegando que agiu motivado por dívidas, brigas e discussões com a família.

Irmã foi rendida ao sair para o trabalho


Conforme o militar, o suspeito aproveitou o momento em que uma das irmãs saía para o trabalho para iniciar a ação criminosa. Ele rendeu a familiar, a agrediu e a obrigou a retornar para dentro da residência. "Ele então começou o ataque contra a família. Ele usou uma faca para atacar todos eles", detalhou.

Segundo a PMMG, o homem deixou o local do crime por volta de 6h20 e retornou para a casa onde mora, por volta de 7h30.

A faca usada no crime foi apreendida. O suspeito foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O caso será investigado.

Delegada detalha depoimento do suspeito confesso


Em entrevista à reportagem de O TEMPO, a delegada Camila Miller, da 7ª Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora, contou que o suspeito descreveu toda a ação criminosa de forma coerente com as evidências arrecadadas nas investigações até o momento.

“Quando ele relata o fato criminoso que praticou, se mostra bastante coerente, descrevendo toda a ação. Segundo ele, o objetivo era matar toda a família. Ele inclusive tentou acessar a casa do irmão, mas não conseguiu e desistiu após notar um silêncio no imóvel. Eu acredito que ele pensou que não havia ninguém. Se o irmão tivesse ouvido e saído, provavelmente teríamos mais vítimas, inclusive a esposa e as duas crianças que dormiam”, afirma. 

Ao descrever o crime, o homem disse que imaginou que a irmã seria a primeira pessoa a ser morta, já que deixaria a casa primeiro, mas que estava disposto a "matar qualquer pessoa que saísse". “Ele então a mata e vai até a casa para atacar os outros parentes. Ele, inclusive, subiu em outro andar à procura do sobrinho, que foi morto na cama onde dormia”, pontua Camila Miller. “Eu acredito que ele premeditou todo o crime”, completa. 

A delegada responsável pelas investigações conta que, durante todo o depoimento, o suspeito não demonstrou emoção ou arrependimento, adotando uma postura de frieza. “O estado emocional é estável durante o relato”, diz. No entanto, segundo Camila Miller, o investigado se perde quando relata a motivação do crime. “O relato da motivação é desorganizado. Ele diz que o pai o prejudicou a vida inteira, que fizeram dívida na vida dele. Mas diz também que já participou de um grupo policial britânico, que já foi abusado e que era solteiro e não tinha direito a ter família”, explica. 

De acordo com relatos de familiares, nos últimos tempos, o suspeito apresentou indícios de transtornos psicológicos e foi aconselhado a procurar ajuda médica, mas teria se ressentido com a sugestão e se afastado dos parentes. Apesar disso, ele teria passado o último Natal junto da família. “A família já tinha tentado interceder pela saúde dele, mas ele recusou. Recentemente, ele teve uma desavença com o pai, mas ainda mantinha contato”, conta a delegada. 

As investigações sobre o caso têm agora o prazo de 10 dias para serem concluídas. “Nesse prazo, vamos seguir com as apurações e, se necessário, colher novos depoimentos. Ele deve ser indiciado pelos cinco homicídios, com pelo menos uma qualificadora, que é o meio que dificultou a defesa das vítimas”, garante.

A delegada também não descarta que o suspeito seja submetido a exames para verificar a condição psicológica após a conclusão do inquérito. “Só um laudo médico poderá determinar se ele agiu em surto. Esses exames devem ser solicitados pelo Ministério Público após as investigações”, finaliza.

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