A morte da cadela Latiffa, atropelada em Maceió, gerou uma investigação da Polícia Civil, que confirmou que o motorista será intimado e pode ser indiciado por maus-tratos. O caso levanta preocupações sobre a segurança dos animais na região e a responsabilidade dos motoristas.
Imagens de câmeras de segurança mostram o atropelamento, e o delegado Robervaldo Davino informou que o motorista já possui um histórico de maus-tratos a animais, com relatos de incidentes anteriores envolvendo gatos. Moradores da área confirmaram que o suspeito não é visto desde o ocorrido, aumentando a inquietação na comunidade.
A Polícia Civil está coletando depoimentos de tutores de animais que foram vítimas do suspeito e solicita que qualquer informação sobre seu paradeiro seja reportada ao Disque-Denúncia 181, garantindo anonimato. A situação destaca a necessidade de medidas mais rigorosas para proteger os animais e responsabilizar os infratores.
A morte da cadela Latiffa, atropelada por um carro no bairro São Jorge, em Maceió, na manhã de quarta-feira (25), começou a ser investigada pela Polícia Civil de Alagoas. A informação foi confirmada ao TNH1 pelo delegado Robervaldo Davino, titular da Delegacia dos Crimes Ambientais e Proteção Animal.
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Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que o veículo Prisma passa por cima de Latiffa, da raça Yorkshire Terrier, na Rua Panamá. Abaixo, você confere o instante do atropelamento. É possível perceber que o motorista segue tranquilamente pela via, até entrar em uma outra rua.
Ao TNH1, o delegado Robervaldo Davino confirmou que o motorista identificado será intimado a depor e deve ser indiciado por maus-tratos.
"Já é o segundo caso envolvendo maus-tratos praticado por esse cidadão. Um tutor já nos procurou, prestou depoimento e estamos aguardando outro tutor também para ouvirmos. É mais um caso de maus-tratos que essa pessoa pratica. Soubemos que ela não pode ver um animal na rua que faz isso", disse.
Uma moradora da região, que preferiu não se identificar, contou à reportagem que o suspeito de maus-tratos reside na mesma rua do atropelamento e destacou esse histórico de maus-tratos contra cães e gatos.
"Ele já tinha feito coisa parecida. Já tinha imprensado um gato, e agora foi com a cadela. Ela [cadela] sempre saía para fazer as necessidades e depois voltava pra casa. Ela tinha 14 anos, era bem cuidada", disse ao destacar também que o suspeito não foi mais visto na vizinhança desde o atropelamento.
Quem tiver informações sobre o paradeiro do motorista pode entrar em contato com o Disque-Denúncia 181 e passar informações para a Polícia Civil. A ligação é gratuita e o anonimato é garantido.