Vídeo: polícia desarticula quatro fazendas de mineração ilegal de criptomoedas no interior de AL

Publicado em 11/01/2026, às 14h39
Reprodução/Vídeo/Ascom Polícia Civil
Reprodução/Vídeo/Ascom Polícia Civil

Por TNH1 com Ascom PC

A Polícia Civil de Alagoas desmantelou uma operação de furto de energia e bombeamento irregular de água em quatro fazendas dedicadas à mineração de criptomoedas em Porto Real do Colégio, resultando na apreensão de equipamentos de alto valor e na interrupção de atividades ilegais.

As investigações revelaram que as fazendas utilizavam ligações clandestinas à rede elétrica, causando instabilidade no fornecimento de energia e prejuízos à população local, além de estarem associadas a crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

A operação, que contou com apoio tático da Coordenadoria de Recursos Especiais, estima que o consumo ilegal de energia chegava a 200 mil kWh mensais, resultando em um prejuízo de aproximadamente R$ 155 mil por mês, totalizando R$ 750 mil em cinco meses de atividade criminosa.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil flagrou furto de energia e bombeamento irregular de água do Rio São Francisco em quatro fazendas na zona rural do município de Porto Real do Colégio, no interior do estado. Diversos equipamentos tecnológicos de alta performance, utilizados especificamente para a atividade conhecida como “mineração de criptomoedas, foram apreendidos. O caso foi registrado na sexta-feira (09).

A ação consiste na resolução e validação de complexas equações matemáticas, cujo resultado são moedas digitais de alto valor comercial. As investigações apontaram que a estrutura montada utilizava furto de energia elétrica em larga escala, por meio de ligações diretas e ilegais à rede de distribuição, além de bombeamento irregular de água do Rio São Francisco para manter o funcionamento contínuo das máquinas.

Confira as imagens:



De acordo com o delegado Thales Araújo, diretor da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), da Polícia Civil, a atividade de mineração de criptomoedas, por si só, não é ilegal, porém as condições em que as fazendas foram instaladas e operadas eram ilícitas.

“As estruturas eram alimentadas por ligações clandestinas, os chamados ‘gatos’, em todos os locais descobertos. O consumo ilegal de energia era de tamanho vulto que causava instabilidade e picos de energia nos arredores, provocando a queima de aparelhos eletrodomésticos e prejuízos significativos à população inocente”, explicou.

Ainda segundo o delegado, o desvio de energia é um elemento central nesse tipo de exploração criminosa. Em via de regra, de acordo com Araújo, esse tipo de atividade costuma estar associado a outros delitos como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, que seguem sob investigação policial.

"Uma operação de mineração regularizada exige alto investimento em maquinário e elevados custos de manutenção. No caso em tela, estimamos que a estrutura desarticulada consumia cerca de 200 mil kWh, o equivalente ao consumo moderado de aproximadamente mil residências, gerando um prejuízo mensal estimado em R$ 155 mil em energia furtada, totalizando cerca de R$ 750 mil em apenas cinco meses de operação ilegal", detalhou.

O trabalho dos policiais civis contou com o apoio tático-operacional da Coordenadoria de Recursos Especiais.

Gostou? Compartilhe