Wagner Moura foi nomeado na lista Post Next 50 do Washington Post, que destaca indivíduos influentes moldando o futuro da sociedade americana, ao lado de personalidades como Lamine Yamal e Kai Trump.
O jornal ressalta que Moura, que recentemente recebeu sua primeira indicação ao Oscar, teve sua carreira impulsionada por seu papel em 'Narcos' e pela repressão artística durante o governo de Jair Bolsonaro no Brasil.
Durante a promoção de seu novo filme, Moura, agora cidadão americano, se posiciona abertamente sobre questões políticas, chamando a atenção para temas como a guerra em Gaza e o racismo nas ações do ICE.
Wagner Moura, 49, foi incluído na lista Post Next 50, que aponta pessoas influentes e que estão moldando o futuro da sociedade americana. A relação foi publicada pelo jornal The Washigton Post, que faz a seleção anualmente desde o ano passado.
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Além do brasileiro, aparecem nomes como o do jogador espanhol Lamine Yamal, o do ator americano Cory Michael Smith, o da comediante americana Keyla Monterroso Mejia (de "O Estúdio") e as cantoras do grupo de K-pop Katseye. Também estão na lista o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e Kai Trump, neta de Donald Trump, entre outros.
O jornal americano destaca que Wagner é uma "superestrela brasileira de 49 anos, que acaba de conquistar sua primeira indicação ao Oscar". O texto lembra que fazia uma década que o ator não atuava em português, até estrelar "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, pelo qual vem recebendo reconhecimento.
"Isso se deve em parte ao fato de sua carreira nos EUA ter decolado depois que ele interpretou Pablo Escobar no sucesso em espanhol "Narcos", da Netflix, e em parte, segundo ele, por causa da perseguição do ditador conservador Jair Bolsonaro (agora cumprindo 27 anos de prisão por uma tentativa de golpe em 2022), que Moura disse ter tornado 'impossível' ser artista no Brasil", afirma a publicação.
"Ser político é central para quem Moura é", prossegue o texto. "Enquanto promovia 'O Agente Secreto', Moura -que obteve sua cidadania americana durante o governo Biden e se autodenomina 'um americano orgulhoso'- provou ser um ator que não apenas apoia causas usando fitinhas, mas que defende aberta e publicamente suas crenças políticas. Ele não hesita em chamar a guerra em Gaza de 'genocídio' ou denunciar o 'racismo' das atividades do ICE."
Segundo o Washington Post, o Post Next 50 é seu "olhar anual sobre as pessoas que estão ativamente remodelando como a América pensa, trabalha, se conecta e cria". A lista tem nomes da política, da cultura, da tecnologia e de outros "cantos silenciosos onde a influência cresce".
"Isso não é um prêmio. Não há troféus nem rankings -apenas reportagem", explica o jornal. "Jornalistas do Washington Post, com base em fontes aprofundadas, selecionaram as pessoas que definirão as histórias de 2026. Aquelas que já estão impulsionando as próximas manchetes, quer você torça por elas ou não."
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