Zanin condena deputados do PL por cobrar propina para liberar emendas

Publicado em 17/03/2026, às 16h15
© Rosinei Coutinho/SCO/STF
© Rosinei Coutinho/SCO/STF

Por Agência Brasil

O ministro Cristiano Zanin, do STF, votou pela condenação de três parlamentares do PL por corrupção passiva, destacando a solicitação de propina para a liberação de emendas parlamentares em São José de Ribamar (MA). A decisão pode ter implicações significativas na credibilidade do Congresso e na percepção pública sobre a corrupção política.

Os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e o suplente Bosco Costa são acusados de terem solicitado R$ 1,6 milhão em propina para liberar R$ 6,6 milhões em emendas entre janeiro e agosto de 2020, com base em denúncias do prefeito José Eudes e evidências documentais apresentadas durante o processo.

O julgamento continua com a expectativa dos votos dos outros ministros da Primeira Turma, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, que decidirão sobre a condenação e as penas a serem aplicadas, caso a votação seja favorável.

Resumo gerado por IA

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (17) para condenar dois deputados federais e um suplente do PL pelo crime de corrupção passiva. 

O voto do ministro, que é relator do caso, foi proferido durante julgamento no qual a Primeira Turma da Corte analisa denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE).

Os parlamentares são acusados de cobrar propina para a liberação de emendas parlamentares.

Conforme a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA).

Ao votar sobre a questão, Zanin disse que há provas robustas de que os acusados cometeram crime de corrupção passiva ao solicitar o pagamento de propina ao então prefeito do município José Eudes, que denunciou o caso.

"Contra os três parlamentares, há robustas provas orais e documentais, produzidas ao longo da instrução criminal e da instrução processual, indicando que teriam atuado em concertação ilícita para solicitar ao prefeito José Eudes o pagamento de vantagem indevida", afirmou.

Zanin também votou para absolver os réus da acusação de organização criminosa.

O julgamento prossegue para manifestação dos demais integrantes da Primeira Turma. Faltam os votos dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Em caso de votação favorável à condenação, os ministros ainda vão definir as penas dos acusados. 

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