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Milei surpreende o mundo inteiro e toma atitude drástica na Argentina

Por Julia da Silva
21/03/2026
Milei surpreende o mundo inteiro e toma atitude drástica na Argentina

Créditos: Freepik

Conforme Javier Milei, presidente da Argentina, havia antecipado em 2025, o país sul-americano oficializou a sua saída da Organização Mundial da Saúde. O movimento, alinhado a mudanças mais amplas na política sanitária do país, ganhou novo impulso após a visita do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., e indica uma guinada no modelo de gestão da saúde pública argentina.

A decisão está sendo conduzida pelo governo do presidente Javier Milei, que já havia manifestado críticas à atuação da OMS desde o início de seu mandato. Agora, além de formalizar o afastamento do organismo internacional, o país também anunciou uma revisão estrutural em suas políticas de saúde.

Mudanças atingem vacinas, medicamentos e sistema de saúde

Entre as principais medidas está a reformulação de protocolos sanitários, com foco em substituir o modelo centrado no tratamento de doenças por uma abordagem voltada à prevenção. O governo também pretende revisar estruturas internas, alegando que há sobreposição de funções, normas desatualizadas e falta de fiscalização em órgãos ligados ao sistema de saúde.

Outro ponto sensível envolve a reavaliação de autorizações aceleradas para medicamentos de alto custo, especialmente aqueles destinados a doenças raras. A ideia é tornar o processo mais rigoroso e transparente.

Na área de vacinação, a proposta prevê exigências mais rígidas para aprovação de imunizantes, incluindo a realização de estudos clínicos com grupo placebo. O governo cita, como exemplo, críticas ao modelo adotado durante a pandemia de COVID-19, quando vacinas foram aprovadas em caráter emergencial.

Também estão previstas restrições ao uso de aditivos sintéticos em alimentos, com o objetivo de reduzir riscos à saúde e combater o avanço de doenças crônicas.

A saída da OMS, segundo autoridades argentinas, também tem motivação financeira. O país estima gastos anuais de cerca de US$ 10 milhões com a participação no organismo.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Julia da Silva

Julia da Silva

Jornalista com experiência em textos jornalísticos e de redação criativa, interessada pelo mundo e por boas histórias.

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