O WhatsApp anunciou mudanças na cobrança de mensagens enviadas por empresas a clientes pela plataforma WhatsApp Business API. A medida não afeta conversas pessoais entre usuários do aplicativo, que continuam gratuitas, mas muda a forma como marcas, lojas e serviços de atendimento pagam pelas respostas enviadas no canal.
A cobrança será aplicada a respostas chamadas de “não-template”, ou seja, mensagens enviadas durante atendimentos que não seguem modelos previamente aprovados pela Meta. O novo formato começa a valer globalmente em 1º de outubro.
Atualmente, empresas já pagam quando iniciam uma conversa com consumidores usando mensagens padronizadas. Esses envios são classificados como marketing, utilidade ou autenticação. A novidade é que respostas comuns, feitas por atendentes humanos ou robôs de outras plataformas de inteligência artificial, também passarão a gerar custo.
Cobrança terá exceções para empresas
O preço previsto para cada resposta não-template será o mesmo das mensagens de utilidade: R$ 0,035. O valor não muda conforme o tamanho do texto nem pelo fato de a resposta ter sido escrita por um funcionário ou por uma ferramenta automatizada.
Duas situações ficarão fora da cobrança por mensagem. A primeira envolve respostas produzidas por agentes de inteligência artificial desenvolvidos na plataforma Meta Business Agents. Nesse caso, o custo será calculado por tokens, unidade usada para medir o processamento de IA.
A Meta informou que cobrará US$ 2 por 1 milhão de tokens pelo uso da ferramenta, com início previsto para 1º de agosto. O valor em reais ainda não foi divulgado.
A segunda exceção vale para conversas iniciadas pelo consumidor após clicar em anúncios da Meta que direcionam ao WhatsApp. Nesses casos, as empresas poderão responder sem cobrança por mensagem durante uma janela de até 72 horas.
Mesmo com as mudanças, mensagens pessoais não terão custo. A cobrança é voltada exclusivamente para empresas que usam a API oficial do WhatsApp em atendimentos, vendas e campanhas.





