Na quarta-feira (1), uma cerimônia realizada pelo Governo Federal marcou o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica, confirmando o projeto que custará R$ 11,6 milhões e que tem como objetivo transformar a vida de milhões de brasileiros que precisam se deslocar entre Salvador e o Baixo Sul da Bahia. Isso porque a ideia da construção é proporcionar uma redução de aproximadamente duas horas no tempo de deslocamento nesse trajeto.
Ponte será a maior sobre lâmina d’água da América Latina A ponte terá aproximadamente 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos. Quando concluída, ela será a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina, conectando Salvador diretamente ao município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.
O projeto, no entanto, vai além da construção da ponte. Também estão previstos novos acessos viários em Salvador, uma estrada em Vera Cruz e intervenções na BA-001, formando um corredor de mobilidade voltado para facilitar o transporte de pessoas e cargas entre diferentes regiões do estado.
Esse conjunto de obras pretende reorganizar a circulação entre a capital e o interior baiano, reduzindo a dependência do sistema de travessias marítimas atualmente utilizado por parte da população.
Como será financiada a obra bilionária
A construção da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica será realizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), modelo utilizado para dividir os investimentos e as responsabilidades entre o poder público e a iniciativa privada. Nesse formato, o projeto será executado em conjunto pelo Governo da Bahia e pela Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, formada pelas empresas chinesas China Communications Construction Company (CCCC) e China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC).
A estrutura de financiamento também segue uma divisão entre os participantes do projeto. Dos R$ 11,6 bilhões previstos para a obra, R$ 3 bilhões serão aportados pelo Governo Federal, enquanto o Governo da Bahia ficará responsável por R$ 3,1 bilhões. A concessionária investirá os R$ 5,5 bilhões restantes, concentrando a maior parcela dos recursos necessários para a execução do empreendimento.





