O aumento de infecções respiratórias graves voltou a pressionar serviços de saúde em diferentes regiões do Brasil. Dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz, apontam crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, impulsionado pela circulação do vírus sincicial respiratório, conhecido como VSR.
O vírus é uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas. Estimativas indicam que ele está ligado a cerca de 75% dos quadros de bronquiolite e a aproximadamente 40% das pneumonias em menores de dois anos. Bebês, especialmente os prematuros, exigem atenção redobrada.
Mas o risco não se limita ao público infantil. Idosos e adultos com doenças crônicas, como asma, DPOC, diabetes e problemas cardiovasculares, também podem desenvolver formas mais graves da infecção. Tosse, febre, chiado no peito, dificuldade para respirar e cansaço intenso são sinais que devem motivar avaliação médica.
Vacinação é aliada para grupos mais vulneráveis
A prevenção inclui medidas básicas, como lavar as mãos, evitar contato próximo com pessoas gripadas e manter ambientes ventilados. Para grupos de maior risco, a vacinação passou a ser uma ferramenta importante de proteção contra complicações relacionadas ao VSR.
Há vacinas disponíveis na rede privada para adultos, sobretudo idosos e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de hospitalização. A indicação deve ser discutida com um profissional de saúde, que avaliará idade, histórico clínico e outras vacinas já aplicadas.
O boletim da Fiocruz aponta avanço dos casos associados ao VSR em toda a região Sul, incluindo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O crescimento também aparece em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Em Porto Alegre, os reflexos já são percebidos nas unidades de atendimento. Em um mês, o número de consultas médicas subiu quase 20%, com mais de 33 mil atendimentos acima do esperado.





