A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) aprovou neste mês de julho a iniciativa da startup Reflect Orbital para lançar o satélite Earendil-1. A aprovação permite que este dispositivo, equipado com um espelho de 18 metros de largura, entre em órbita e reflita a luz solar na Terra durante a noite.
A expectativa é que essa tecnologia forneça iluminação artificial focada em áreas específicas, como apoio a operações noturnas e aumento de produtividade. O lançamento está previsto ainda para este ano.
Projetado para orbitar a 640 km de altitude, o Earendil-1 se destacará no céu devido à intensa luz refletida, projetando um feixe com até quatro vezes o brilho da Lua cheia. Esta intensidade cria uma área iluminada de cerca de 5 km de diâmetro na superfície terrestre. O projeto visa proporcionar soluções para várias aplicações, como assistência em resgates e apoio em atividades agrícolas durante a noite.
Desafios astronômicos com a iluminação espacial
Apesar do potencial inovador do projeto, ele enfrenta resistência. Astrônomos estão preocupados com a interferência que o Earendil-1 pode causar na observação do céu noturno. A luz artificial emitida pelo satélite dificulta a operação de telescópios e pode impactar a coleta de dados precisos em pesquisas espaciais.
Além disso, a comunidade científica discute os efeitos mais amplos da poluição luminosa. A iluminação excessiva altera ecossistemas naturais e afeta a visibilidade de corpos celestes, prejudicando o trabalho de astrônomos e ambientalistas que dependem de um céu noturno escuro.
Estratégias futuras da Reflect Orbital
A Reflect Orbital, baseada na Califórnia, visa alavancar esta tecnologia em larga escala. A empresa planeja lançar até 50.000 satélites com espelhos até 2035, expandindo a cobertura de iluminação artificial.
Esses satélites são projetados para melhorar a viabilidade de fábricas solares e outros projetos dependentes de luz constante. Este crescimento enfrentará desafios regulatórios e de saúde pública. Estudos indicam que a exposição prolongada à luz artificial à noite interfere no sono humano e nos ritmos circadianos.





