Após a União Europeia anunciar o bloqueio da compra de produtos de origem animal do Brasil, o Reino Unido surpreendeu a todos e anunciou um tratado com o país. Nele, o bloco, que é formado por Escócia, Irlanda do Norte, Inglaterra e País de Gales, decidiu manter as importações do Brasil.
A medida foi definida após reuniões entre representantes do governo britânico e entidades do setor e garante, por enquanto, a continuidade das exportações brasileiras para o mercado do país.
A decisão ocorre em um momento em que a União Europeia informou que poderá suspender, a partir de 3 de setembro, a compra de produtos de origem animal do Brasil, incluindo carnes, ovos e mel. O motivo é a exigência de adequações relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.
Reino Unido fará avaliação própria do sistema brasileiro
Diferentemente da União Europeia, o governo britânico optou por conduzir uma análise técnica independente antes de tomar qualquer decisão sobre possíveis restrições comerciais. A avaliação ficará sob responsabilidade do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra), que examinará os mecanismos brasileiros de controle sanitário e de rastreabilidade nas cadeias produtivas de bovinos e aves.
Até que esse processo seja concluído, as exportações brasileiras seguem autorizadas para o mercado britânico. Na prática, isso significa que o Reino Unido não adotará automaticamente as mesmas medidas anunciadas pela União Europeia, mantendo sua própria política de avaliação sanitária.
Decisão reduz impacto para exportadores brasileiros
A manutenção das importações representa um cenário mais favorável para os produtores brasileiros que comercializam proteínas animais com o Reino Unido. Embora o mercado europeu continue sendo um dos principais destinos das exportações do setor, a continuidade das compras pelos britânicos ajuda a preservar parte do fluxo comercial enquanto as discussões sobre as exigências sanitárias seguem em andamento.
A posição britânica também reflete a autonomia do país para definir suas próprias regras comerciais após a saída da União Europeia. Dessa forma, eventuais mudanças na política de importação dependerão exclusivamente do resultado da avaliação técnica conduzida pelas autoridades do Reino Unido, e não das decisões tomadas pelo bloco europeu.





