O Nubank, uma das maiores fintechs do Brasil, anunciou na última segunda-feira, dia 20 de julho, a aquisição do Banco Porto Real. A ação atende às exigências da Resolução Conjunta nº 17, de novembro de 2025, do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional (CMN), que proíbe instituições sem licença bancária de usar termos como bank em seus nomes.
A compra, ainda sujeita à aprovação do Banco Central, ocorre para que o Nubank mantenha o termo em sua identidade, garantindo assim conformidade regulatória.
Com uma base de aproximadamente 114 milhões de usuários no Brasil, o Nubank possuía, até então, licenças de Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (Financeira) e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM). A aquisição do Banco Porto Real, fundado em 1992, permite ao Nubank cumprir as normas regulatórias enquanto mantém sua estabilidade financeira.
Estratégia para crescimento
A estratégia do Nubank com a aquisição do Banco Porto Real visa fortalecer sua presença no setor financeiro, permitindo o uso legítimo de sua marca. Desde março de 2026, a fintech é membro da Febraban, consolidando sua posição como a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes.
A aquisição chega em um momento crucial, com fintechs ampliando suas operações no setor. Embora não alcance ainda a escala dos grandes bancos tradicionais, como o Itaú ou o Bradesco, o movimento reforça o potencial das fintechs e a intenção do Nubank de expandir seu alcance.
Regulamentação
A compra do Banco Porto Real permitirá ao Nubank obter uma licença bancária completa, conforme exigido pela Resolução Conjunta nº 17. Isso garante que possa usar o termo bank em seu nome, fortalecendo ainda mais sua posição no mercado.
Apesar desta integração, a fintech mantém sua resiliência financeira, sem impor novas exigências de capital. Em 2025, o Nubank alcançou um marco no mercado financeiro ao atingir valor de mercado de US$ 76,97 bilhões.





