A saída de Memphis Depay do Corinthians, já anunciada pelo clube, deixou uma herança financeira significativa que a nova diretoria precisará equacionar. O departamento de finanças da equipe paulista calcula uma dívida de 42 milhões de reais com o atacante holandês, valor que pode alcançar 77 milhões de reais caso sejam aplicados os juros contratuais previstos, conforme informações obtidas pelo ge.
O montante tem origem em bonificações e metas estabelecidas no contrato original do jogador, firmado ainda em 2024, durante a gestão anterior. Entre os itens que compõem o débito estão prêmios por gols marcados, assistências realizadas e conquistas de títulos durante o período em que Memphis defendeu o clube.
Como o acordo para a renovação não foi assinado, o atleta fica desobrigado do cronograma de pagamento estendido até 2028 que estava em negociação, podendo acionar a Fifa a qualquer momento para cobrar os valores devidos, de acordo com o que apurou a reportagem.
Decisão de não estender o vínculo com o jogador
A decisão de não estender o vínculo com o jogador foi tomada pelo presidente Osmar Stabile na última terça-feira. Nos bastidores, dirigentes ligados à nova gestão avaliam que o dirigente teria entendido que a assinatura de um novo contrato poderia associar sua administração ao passivo gerado na era Augusto Melo, uma vez que ele próprio assumiria a responsabilidade direta pelo pagamento da dívida.
Stabile, que deve disputar as eleições marcadas para novembro, optou por não incorporar esse compromisso ao seu mandato.
Paralelamente ao impasse com o atacante holandês, o Corinthians segue com restrições no mercado. O clube acumula três transfer bans ativos que impedem o registro de novos atletas, sendo dois deles impostos pela Fifa e um pela Confederação Brasileira de Futebol.





