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Vazou quais eram os detalhes do contrato do Depay com o Corinthians

Por Matheus Chaves
13/08/2026
Estrela do futebol brasileiro deve deixar clube após a Copa do Mundo

Imagem: Divulgação

Após todo imbróglio envolvendo a negociação de renovação entre Memphis Depay e Corinthians, que se encerrou com uma nota do clube dizendo que não iria renovar com o atleta, o site Meu Timão teve acesso ao vazamento dos detalhes sobre o contrato que iria ser assinado pelo presidente do clube, Osmar Stabile. A seguir, veja todos os pontos que haviam sido acordados entre a diretoria do Alvinegro e o atleta holandês.

Novo contrato teria duração de dois anos

A proposta que estava alinhada entre Corinthians e Memphis previa a permanência do atacante no clube por mais duas temporadas, com vínculo entre agosto de 2026 e julho de 2028. A estrutura financeira, no entanto, seria diferente daquela estabelecida no primeiro contrato do jogador com o Timão.

Nos primeiros cinco meses, entre agosto e dezembro deste ano, Memphis receberia R$ 632,5 mil por mês em salários. A partir de janeiro de 2027, o valor subiria para R$ 1,1 milhão mensais até o encerramento do vínculo. Somados os 24 meses, os vencimentos chegariam a R$ 24,06 milhões.

Isso representaria uma redução importante em relação ao contrato anterior. No vínculo que terminou em julho, o Corinthians desembolsou pouco mais de R$ 32 milhões em salários durante 23 meses. Pela nova proposta, a média mensal cairia de aproximadamente R$ 1,39 milhão para pouco mais de R$ 1 milhão.

Direitos de imagem seriam pagos até 2030

Outro componente relevante do acordo estava relacionado aos direitos de imagem. O Corinthians teria um compromisso de R$ 28,6 milhões com Memphis, mas a forma de pagamento seria distribuída para além do período em que o atacante permaneceria oficialmente no clube.

Entre setembro de 2026 e janeiro de 2027, os pagamentos seriam de R$ 660 mil líquidos por mês. Depois, entre fevereiro de 2027 e agosto de 2028, o valor passaria para R$ 984.210,53 mensais. A partir de setembro de 2028, já depois do fim do vínculo esportivo, seriam mais R$ 366.666,66 por mês até fevereiro de 2030.

Dessa forma, o Corinthians conseguiria diminuir o impacto mensal da remuneração de imagem no período em que Memphis estivesse atuando pelo clube, enquanto parte da obrigação financeira seria transferida para os anos seguintes.

Memphis também teria garantia em acordos comerciais

O contrato negociado ainda envolvia uma estrutura específica para explorar comercialmente a imagem do atacante. O Corinthians teria de garantir a Memphis uma receita mínima de R$ 15,4 milhões relacionada a oportunidades comerciais prospectadas pelo clube.

O pagamento seria dividido em quatro momentos: R$ 6,16 milhões em dezembro de 2026 e outras três parcelas de R$ 3,08 milhões, previstas para junho e dezembro de 2027 e julho de 2028. Caso os negócios fechados pelo Corinthians não alcançassem o valor estabelecido, o clube teria de completar a diferença.

A lógica também funcionaria de outra maneira caso as receitas comerciais ultrapassassem o piso. Nesse cenário, o excedente seria levado para o período seguinte, enquanto Memphis teria direito a 80% das receitas líquidas dentro das condições previstas no acordo.

Além disso, o jogador teria participação em ações de marketing do Corinthians e poderia atuar em campanhas institucionais, eventos voltados a patrocinadores e iniciativas relacionadas ao mercado publicitário.

Ajuda de custo seria menor que no contrato anterior

O novo vínculo também reduziria alguns benefícios oferecidos ao atacante. O Corinthians havia previsto uma verba de até R$ 250 mil mensais para despesas envolvendo moradia, transporte e segurança, com limite de R$ 6 milhões durante os dois anos.

A mudança era significativa porque o contrato anterior tinha uma estrutura mais ampla de benefícios, incluindo residência, segurança particular, veículos blindados, motorista, cozinheiro e outros serviços. Na nova negociação, o clube buscava concentrar esses custos em uma verba mensal previamente definida.

Memphis também teria direito a 12 viagens de ida e volta em classe executiva durante os 24 meses. O acordo ainda mantinha um camarote exclusivo na Neo Química Arena para o jogador, embora uma solicitação adicional dependesse de disponibilidade e justificativa relacionada a uma oportunidade comercial.

Premiações por títulos seriam reduzidas

A diferença também aparecia nas bonificações esportivas. No contrato anterior, Memphis tinha direito a valores elevados por conquistas, independentemente da competição. No novo modelo, os pagamentos seriam vinculados às bonificações recebidas pelo Corinthians de seu patrocinador máster.

Na prática, os valores previstos variavam conforme o torneio. Um título do Paulistão renderia R$ 400 mil ao atacante, enquanto conquistas da Copa do Brasil e da Sul-Americana representariam R$ 1,6 milhão. Brasileirão e Libertadores teriam bônus de R$ 3 milhões, e o Intercontinental poderia gerar R$ 4 milhões.

Entretanto, havia uma condição para receber o valor integral. Memphis precisaria ser relacionado para pelo menos metade das partidas da competição e também atuar por 45 minutos ou mais em, no mínimo, 50% dos jogos. Ou seja, a remuneração estaria mais diretamente ligada à participação esportiva do jogador.

Corinthians reconhecia dívida de mais de R$ 42 milhões

O ponto financeiro mais sensível da negociação, porém, estava em uma dívida acumulada pelo Corinthians com Memphis. O acordo que não chegou a ser assinado reconhecia um débito de R$ 42,02 milhões relacionado a obrigações do contrato anterior.

Esse montante incluía aproximadamente R$ 12,88 milhões em luvas, R$ 14,17 milhões em bonificações por desempenho, outros R$ 14,17 milhões em premiações por títulos e cerca de R$ 793 mil referentes a licenciamento.

A proposta transformava essa dívida em um cronograma de quatro pagamentos iguais de aproximadamente R$ 10,5 milhões. As parcelas teriam vencimento em janeiro e agosto de 2027, janeiro de 2028 e maio de 2028.

Dessa forma, a renovação não representava apenas a criação de um novo compromisso financeiro. O acordo também serviria para reorganizar uma dívida que já existia e estabelecer datas específicas para sua quitação.

Atrasos teriam novas regras

O contrato negociado ainda alterava as condições para situações de inadimplência. O período para o Corinthians regularizar pagamentos atrasados sem a incidência imediata de determinadas penalidades seria ampliado de 15 para 40 dias.

Se a pendência permanecesse, o acordo previa mecanismos de cobrança com multa de 5% e juros de 1% ao mês. No caso da dívida anterior, um atraso superior ao prazo estabelecido poderia provocar o vencimento antecipado do saldo restante, depois de uma notificação ao clube.

Outro detalhe envolvia o vínculo esportivo. Se salários e direitos de imagem permanecessem atrasados por mais de dois meses, Memphis poderia se recusar a entrar em campo enquanto a situação não fosse regularizada ou até buscar a rescisão por justa causa.

O acordo acabou não sendo assinado

Apesar de Corinthians e Memphis terem avançado até chegar a uma estrutura detalhada para o novo vínculo, a renovação não foi concluída. O clube anunciou a saída do atacante e justificou a decisão com a necessidade de preservar a saúde financeira da instituição.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Matheus Chaves

Matheus Chaves

Jornalista e produtor de conteúdo com mais de nove anos de experiência em comunicação digital, produção editorial e jornalismo online.

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