Reservar entre 10% e 20% da renda mensal costuma ser um bom ponto de partida para quem busca independência financeira, segundo especialistas ouvidos pelo Folha Vitória.
Para uma renda de R$ 3 mil, isso significa guardar entre R$ 300 e R$ 500 por mês; para R$ 5 mil, entre R$ 500 e R$ 1 mil.
Consistência importa mais do que a meta ser ambiciosa
“Como referência, poupar entre 10% e 20% da renda costuma ser um bom ponto de partida, mas o fator mais importante é a consistência”, afirma Thaísa Durso, especialista em Finanças Pessoais da Rico.
Segundo ela, guardar um percentual menor de forma recorrente produz resultados melhores do que estabelecer uma meta muito ambiciosa e abandoná-la depois de poucos meses. Felipe Storch, economista-chefe do Ibef-ES, reforça que não existe percentual único: a capacidade de poupança depende da renda, das despesas familiares e da fase de vida de cada pessoa.
Quem ainda não consegue guardar 10% pode começar com 2% ou 5% e aumentar gradualmente, à medida que a renda cresce ou dívidas são quitadas.
Poupança rende menos que CDB, mas ainda tem espaço na estratégia
Com a Selic em 14% ao ano, a poupança segue a regra de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial, o que resulta em cerca de 0,67% ao mês, ou 8,3% ao ano.
Uma simulação da Rico mostra que R$ 10 mil aplicados por um ano renderiam cerca de R$ 835 na poupança, contra aproximadamente R$ 1.146 líquidos num CDB que paga 100% do CDI, diferença de mais de R$ 300 no período.
Tanto a poupança quanto CDBs elegíveis contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com limite de R$ 250 mil por CPF em cada instituição. Ainda assim, a poupança pode fazer sentido para quem busca simplicidade ou está no início da organização financeira.
Antes de qualquer investimento de longo prazo, os especialistas recomendam formar uma reserva de emergência, destinada a imprevistos como desemprego ou problemas de saúde.
Para trabalhadores com renda estável, o ideal é acumular entre três e seis meses das despesas essenciais; para autônomos ou pessoas com renda variável, a recomendação sobe para seis a doze meses.
Esse dinheiro deve ficar em aplicações de baixo risco e liquidez diária, como Tesouro Selic, CDBs com resgate imediato ou fundos simples de renda fixa com taxas baixas.





