Alguns tipos de comprimidos não podem ser partidos, sob risco de comprometer a dose, a eficácia e até a segurança do tratamento,a orientação é da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e está prevista na legislação brasileira desde 2003.
Comprimidos revestidos recebem uma camada protetora para preservar o princípio ativo ou controlar a forma como ele é absorvido pelo organismo. Ao parti-los, essa estrutura pode ser comprometida, o que causa degradação do produto ou altera sua estabilidade e eficácia.
Já os comprimidos de liberação prolongada ou sustentada são formulados para manter níveis estáveis do medicamento no corpo ao longo do tempo. Geralmente, eles não podem ser partidos, mesmo quando têm um sulco, a linha central que costuma indicar onde dividir o comprimido. A orientação sobre cada medicamento precisa ser conferida diretamente na bula.
Cápsulas nunca devem ser abertas
Cápsulas jamais devem ser partidas ou abertas, segundo a Anvisa. Além do risco de vazamento do líquido ou do pó em seu interior, o procedimento não garante uma divisão correta da dose e pode degradar o produto, alterando sua eficácia e segurança.
A presença de sulco costuma indicar que a divisão foi prevista para aquele medicamento. Mas há uma ressalva importante: em alguns casos, essa marca é apenas uma característica estética que ajuda no processo de fabricação, sem relação com a possibilidade de partir o comprimido.
Por isso, mesmo diante de um sulco visível, é necessário checar a bula antes de dividir qualquer medicamento.
Regra que existe desde 2003
A restrição tem base na Resolução nº 135/2003 da própria Anvisa, que obriga fabricantes a incluir essa advertência na bula de comprimidos revestidos, medicamentos de liberação controlada, cápsulas, drágeas e pílulas.
A norma também recomenda cuidado extra com comprimidos pequenos, redondos ou de formato irregular, já que a divisão nesses casos tende a ficar desigual. Quando a partição for realmente necessária, farmacêuticos costumam recomendar dividir o comprimido apenas ao meio, nunca em partes menores, já que cada divisão gera perda proporcional do princípio ativo.
Em caso de dúvida sobre um medicamento específico, a orientação é sempre consultar um farmacêutico ou médico antes de partir qualquer comprimido.





