A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Aquipta, novo medicamento oral da farmacêutica americana AbbVie para a prevenção da enxaqueca episódica e crônica em adultos.
A decisão, publicada na Resolução nº 3.458 no Diário Oficial da União (DOU), torna o Brasil o mais recente mercado a autorizar o uso do fármaco, já comercializado na Europa e nos Estados Unidos.
O medicamento é apresentado em comprimidos de 10 mg e 60 mg, em caixas com 28 unidades, para uso diário. A indicação é para pacientes com pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. O registro é válido até setembro de 2036.
Mecanismo de ação
Diferentemente das opções preventivas convencionais, como antidepressivos, anticonvulsivantes e betabloqueadores, o Aquipta foi desenvolvido para atuar sobre uma via fisiopatológica específica da doença.
De acordo com especialistas, o medicamento bloqueia o receptor do CGRP, que é uma molécula liberada pelo sistema nervoso trigeminal durante as crises e responsável por deflagrar a cascata de sinais associados à dor.
A aprovação se baseou nos estudos internacionais de fase 3 Advance e Progress, que demonstraram redução significativa no número de dias mensais de enxaqueca em comparação ao placebo.
O que falta para chegar às farmácias?
A aprovação do registro é apenas o primeiro passo. Antes do lançamento, o preço máximo precisa ser definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
A incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS), por sua vez, depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), um processo separado que pode levar meses. Até o momento, não há informação sobre data de chegada ao mercado nacional nem sobre o valor final do medicamento.
Por enquanto, a recomendação dos especialistas é que pacientes com enxaqueca frequente devem consultar um neurologista para avaliar a indicação terapêutica e acompanhar a disponibilidade do fármaco no país.





