A Praia do Gravatá, em Navegantes (SC), passou por uma obra de alargamento de R$ 31,5 milhões que devolveu à orla uma faixa de areia de até 70 metros, em trechos que antes chegavam a ficar quase sem areia.
Agora, a Prefeitura iniciou uma nova etapa do projeto: o plantio de vegetação de restinga para proteger e consolidar essa faixa recém-formada.
Entre julho e agosto deste ano, a multinacional belga Jan de Nul usou a draga Galileo Galilei, embarcação de 166 metros de comprimento, para retirar areia de um banco de sedimentos a cerca de 15 quilômetros da costa.
O material foi transportado até um ponto próximo à praia e bombeado para a orla, num trecho de 2,3 quilômetros entre a região do Rio das Pedras e o Molhe do Gravatá. A praia ficou interditada por 22 dias durante as obras e foi reaberta ao público em 12 de agosto.
Por que a vegetação entra agora
O plantio da restinga atende a uma exigência do licenciamento ambiental concedido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC) para autorizar a obra de alargamento.
O trabalho deve durar cerca de 60 dias e prevê o manejo de oito espécies, entre elas a Bromelia antiacantha, planta conhecida popularmente como gravatá e que dá nome à praia. As mudas serão transplantadas de outros pontos da orla de Navegantes e distribuídas em uma faixa de 14 metros de largura, entre o Molhe do Gravatá e a Pedra da Miraguaia.
A vegetação escolhida terá porte baixo, para não bloquear a vista do mar.
Uma barreira natural contra a erosão
Segundo Diego Dias, superintendente do Instituto Ambiental de Navegantes (IAN), a restinga funciona como fixadora natural da areia e reduz os efeitos da erosão causada pelo vento e pelas ressacas.
Ele afirma que a vegetação contribui para restaurar o equilíbrio ecológico da região e ajuda a garantir a estabilidade e a durabilidade do trabalho de alargamento. O IAN vai acompanhar o desenvolvimento das plantas nos próximos anos e prevê substituições, caso alguma espécie não se adapte ao novo ambiente.





