Conhecida como rã-touro (Aquarana catesbeiana), o animal voltou a ser avistado em Florianópolis nas últimas semanas, e as autoridades ambientais municipais pedem atenção com a chegada do calor, que tende a aumentar a atividade do animal. A espécie produz um som grave parecido com o de um boi e é considerada invasora no Brasil.
A rã-touro não é nativa do país, a espécie foi trazida dos Estados Unidos em 1935 para criação em ranários e comércio de carne.
Com a desativação progressiva dessas instalações, parte dos animais foi solta ou escapou, e a espécie se espalhou por diferentes regiões do Brasil sem ter predadores naturais que controlem a população. Em Florianópolis, os primeiros registros foram feitos em outubro de 2025, no bairro Ratones.
O animal pode superar 20 centímetros de comprimento e tem dieta ampla: come peixes, outros anfíbios, répteis e até pequenos mamíferos. Está associado em estudos à transmissão do fungo da quitridiomicose e do ranavírus, dois patógenos que já dizimaram populações de anfíbios em diferentes partes do mundo.
Para humanos e animais domésticos, segundo a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), o animal não representa risco.
O que a prefeitura está fazendo
Em junho deste ano, Florianópolis mobilizou uma operação de mapeamento e educação ambiental depois de novos avistamentos da espécie no bairro Ratones.
A Secretaria de Meio Ambiente e a Floram confirmaram que novos registros chegaram nas últimas semanas na mesma área. Uma nova vistoria está programada para o intervalo entre o fim de setembro e outubro.
A Floram orienta que os moradores não tentem capturar ou manejar o animal por conta própria. Em caso de avistamento ou identificação do som característico, o contato deve ser feito pelo e-mail f[email protected] ou pelo telefone (48) 3237-5660.
Calor influencia
Durante o inverno, a rã-touro se movimenta menos e fica menos visível. Com a chegada da primavera e as temperaturas subindo, a tendência é que o animal se torne mais ativo e mais fácil de ser avistado. A prefeitura de Florianópolis confirmou que a sazonalidade influencia diretamente a detectabilidade da espécie.





