Um motoboy sofreu cerca de 40 picadas na última segunda-feira (14) em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ao proteger uma menina de 12 anos de um ataque de abelhas. A criança precisou ser internada no CTI. O caso reacendeu a discussão sobre os erros mais comuns que agravam esse tipo de emergência.
A orientação inicial, segundo o Corpo de Bombeiros, é se afastar devagar e sem pânico, seja diante de uma colmeia fixa ou de um enxame em migração, que pode parecer uma nuvem de insetos em movimento. Buscar abrigo em ambiente fechado, como carro, imóvel ou loja, é o ideal.
Durante o deslocamento, proteger rosto e pescoço reduz o risco, já que são as áreas mais visadas pelas abelhas. Sem abrigo por perto, a recomendação é continuar se afastando em linha reta: as abelhas costumam defender um raio específico ao redor da colmeia e abandonam a perseguição depois de certa distância.
Os erros que pioram a situação
Especialistas listam quatro comportamentos instintivos que aumentam a agressividade do enxame:
- Fazer movimentos bruscos, como agitar os braços para espantar as abelhas, é interpretado como ameaça e atrai mais insetos para o ataque.
- Gritar ou fazer barulho intensifica a resposta defensiva do grupo.
- Atirar objetos, como pedras, paus ou água, na colmeia provoca reação imediata e agressiva.
- Pular na água não é estratégia eficaz de escape: as abelhas continuam sobrevoando a área e atacam assim que a pessoa sai.
Como remover os ferrões
Depois de um ataque, os ferrões precisam ser retirados da pele o mais rápido possível, já que continuam injetando veneno enquanto permanecem no local.
A velocidade da remoção importa mais do que a técnica usada: raspar com a borda de um cartão, com a unha, ou puxar diretamente já cumpre o objetivo de reduzir a quantidade de toxina absorvida.
Quando procurar um hospital
Pessoas alérgicas devem buscar atendimento médico mesmo após uma única picada. Para quem não tem alergia conhecida, a orientação é procurar um hospital em caso de múltiplas picadas, com atenção redobrada a crianças e idosos.
Dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou na garganta, tontura, náuseas ou urticária generalizada são sinais de reação alérgica grave, a anafilaxia, que exige atendimento de emergência imediato.





