O presidente dos Estados Unidos quer retirar a expressão “inteligência artificial” do vocabulário oficial. Em comunicado publicado na rede social X, Trump ordenou que “superinteligência” substitua o termo em todos os documentos governamentais.
Ele considera a palavra “artificial” enganosa, pois sugere algo falso ou inferior, embora a tecnologia seja notável e potente.
A campanha linguística e suas implicações

Trump não fixou uma data para a implementação oficial da mudança, mas já pergunta quando grandes veículos de imprensa, como o The Wall Street Journal, vão adotar a nova nomenclatura em suas coberturas.
O presidente acredita que especialistas já usam amplamente o termo “superinteligência” e que ele logo se tornará padrão entre o público.
A linguagem dos documentos governamentais funciona como ferramenta de comunicação, e sua mudança envia um sinal político sobre como o tema deve ser enquadrado no debate nacional.
Manipulação de sistemas de IA em campanhas eleitorais
Enquanto Trump redefine a nomenclatura, candidatos nas eleições intercalares tentam influenciar a forma como os chatbots apresentam informações sobre eles aos eleitores. A uma semana das eleições, documentos obtidos pela Reuters revelam estratégias de influência algorítmica.
Mike Minogue, candidato republicano em Massachusetts, propõe criar centenas de páginas sobre suas posições políticas e publicar referências em sites frequentemente utilizados por chatbots como fontes. O objetivo é posicionar-se como a melhor opção em impostos, habitação e segurança.
A estratégia inclui produção de conteúdos para plataformas como YouTube e Reddit, frequentemente utilizadas como fontes por sistemas de inteligência artificial generativa. Aproximadamente 25% dos eleitores norte-americanos já recorreram a chatbots para obter informações sobre candidatos antes de decidir seu voto.
Expansão tecnológica e desenvolvimento de chips próprios
A OpenAI, criadora do ChatGPT, negocia a compra de chips de inteligência artificial do Google, conforme informou o jornal The Information. A negociação visa ampliar a capacidade computacional e diversificar as fontes de processamento, reduzindo a dependência de um único fornecedor.
Ao mesmo tempo, a empresa desenvolve seus próprios chips especializados, com previsão de lançamento ainda este ano. A estratégia de comprar chips externamente e fabricar os próprios reflete a ambição de controlar toda a cadeia de produção tecnológica.
Por que 25% dos eleitores americanos confiam em chatbots para decidir em quem votar?
Porque os chatbots conseguem responder rapidamente a perguntas específicas sobre as posições dos candidatos em temas como impostos, habitação e segurança. Para um eleitor ocupado, é mais prático fazer uma pergunta a um chatbot do que pesquisar em vários sites.
No entanto, essa confiança cria uma vulnerabilidade: se candidatos conseguem manipular as informações que os chatbots consultam como fontes, também conseguem influenciar as respostas recebidas pelos eleitores. Por isso, a estratégia de Generative Engine Optimization se tornou uma nova frente de campanha política.





