{"id":35051,"date":"2026-09-06T04:06:00","date_gmt":"2026-09-06T07:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=35051"},"modified":"2026-09-03T15:07:05","modified_gmt":"2026-09-03T18:07:05","slug":"cientistas-descobriram-como-a-lua-se-formou-e-o-resultado-e-surpreendente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/cientistas-descobriram-como-a-lua-se-formou-e-o-resultado-e-surpreendente\/","title":{"rendered":"Cientistas descobriram como a Lua se formou e o resultado \u00e9 surpreendente"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 muito tempo havia um questionamento sobre como a Lua conseguiu se formar. Por\u00e9m, cientistas, por meio de simula\u00e7\u00f5es computacionais avan\u00e7adas, obtiveram uma resposta surpreendente: a forma\u00e7\u00e3o, que teoricamente ocorreu ap\u00f3s um impacto entre um protoplaneta chamado de Theia e uma Terra Jovem, ocorreu em apenas cinco horas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hip\u00f3tese mais aceita \u00e9 que o choque aconteceu h\u00e1 aproximadamente 4,5 bilh\u00f5es de anos, quando o Sistema Solar ainda estava em forma\u00e7\u00e3o. Theia teria atingido a jovem Terra e lan\u00e7ado uma enorme quantidade de material para o espa\u00e7o. Durante muito tempo, os modelos indicavam que esse material precisaria permanecer em \u00f3rbita e se juntar gradualmente at\u00e9 formar a Lua. Uma nova simula\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, mostrou que uma grande parte desse processo pode ter acontecido praticamente de forma imediata.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que aconteceu durante o impacto?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Theia era um corpo celeste com dimens\u00f5es semelhantes \u00e0s de Marte. Quando atingiu a Terra primitiva, a colis\u00e3o liberou uma quantidade gigantesca de energia e lan\u00e7ou rochas e outros materiais para fora do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse processo \u00e9 chamado de impacto gigante e \u00e9 considerado o principal cen\u00e1rio cient\u00edfico para explicar a origem da Lua. Evid\u00eancias obtidas pelas miss\u00f5es Apollo tamb\u00e9m contribu\u00edram para fortalecer essa hip\u00f3tese, principalmente porque as amostras lunares apresentaram caracter\u00edsticas qu\u00edmicas e isot\u00f3picas muito semelhantes \u00e0s encontradas na Terra.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto que ainda gerava d\u00favidas era o que aconteceu imediatamente depois da colis\u00e3o. Uma possibilidade era que os detritos formassem inicialmente um disco ao redor da Terra e, ao longo de meses ou anos, fossem se agrupando pela a\u00e7\u00e3o da gravidade at\u00e9 originar o sat\u00e9lite. O novo modelo, publicado no <a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ac8d96\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Astrophysical Journal Letters<\/a>, analisado pelos pesquisadores apresenta uma din\u00e2mica diferente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Lua pode ter come\u00e7ado a existir em poucas horas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas simula\u00e7\u00f5es mudam principalmente a forma como os cientistas imaginam os primeiros momentos depois da colis\u00e3o entre Theia e a Terra. Durante muito tempo, os modelos consideravam que o impacto produziria uma enorme quantidade de material derretido e fragmentado, que permaneceria ao redor do planeta e precisaria se juntar gradualmente at\u00e9 formar a Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo trabalho, por\u00e9m, levou em considera\u00e7\u00e3o caracter\u00edsticas f\u00edsicas que podem ter sido subestimadas em modelos anteriores, como a temperatura dos corpos envolvidos e a resist\u00eancia mec\u00e2nica das rochas. Essas vari\u00e1veis s\u00e3o importantes porque determinam como a mat\u00e9ria se comporta durante uma colis\u00e3o dessa magnitude.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando Terra e Theia est\u00e3o mais quentes, as estruturas rochosas ficam menos resistentes e tendem a se deformar e se fragmentar com maior facilidade durante o choque. Nesse cen\u00e1rio, uma quantidade maior de material pode ser espalhada ao redor do planeta, formando uma estrutura semelhante a um anel de detritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o na qual os dois corpos estavam relativamente mais frios, as rochas apresentavam maior rigidez. Isso muda a din\u00e2mica do impacto porque parte da estrutura de Theia poderia resistir \u00e0 colis\u00e3o em vez de ser completamente destru\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas simula\u00e7\u00f5es analisadas pelos pesquisadores, essa diferen\u00e7a permitiu que uma parcela significativa do material permanecesse reunida e fosse colocada em uma trajet\u00f3ria ao redor da Terra. Em vez de come\u00e7ar apenas como uma nuvem de fragmentos que precisaria se acumular lentamente, a Lua poderia ter surgido praticamente como um corpo formado poucas horas depois do impacto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muito tempo havia um questionamento sobre como a Lua conseguiu se formar. Por\u00e9m, cientistas, por meio de simula\u00e7\u00f5es computacionais avan\u00e7adas, obtiveram uma resposta surpreendente: a forma\u00e7\u00e3o, que teoricamente ocorreu ap\u00f3s um impacto entre um protoplaneta chamado de Theia e uma Terra Jovem, ocorreu em apenas cinco horas. 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