{"id":35748,"date":"2026-09-09T23:54:00","date_gmt":"2026-09-10T02:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=35748"},"modified":"2026-09-09T13:18:19","modified_gmt":"2026-09-09T16:18:19","slug":"novo-peixe-pode-mudar-a-criacao-de-animais-aquaticos-no-brasil-apos-avanco-cientifico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/novo-peixe-pode-mudar-a-criacao-de-animais-aquaticos-no-brasil-apos-avanco-cientifico\/","title":{"rendered":"Novo peixe pode mudar a cria\u00e7\u00e3o de animais aqu\u00e1ticos no Brasil ap\u00f3s avan\u00e7o cient\u00edfico"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) conclu\u00edram o mapeamento do genoma da pirapitinga, peixe nativo da Amaz\u00f4nia, em parceria com a Academia Chinesa de Ci\u00eancias da Pesca. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sequenciamento atingiu 99,8% de completude, organizado em n\u00edvel cromoss\u00f4mico, o que abre caminho para selecionar exemplares mais resistentes e produtivos para a cria\u00e7\u00e3o em cativeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pirapitinga (Piaractus brachypomus) \u00e9 o terceiro maior peixe de escamas das bacias amaz\u00f4nicas, podendo ultrapassar 80 cent\u00edmetros e chegar a 20 quilos na fase adulta. Seus dentes fortes e achatados s\u00e3o adaptados para triturar castanhas, sementes e frutos que caem nas matas alagadas, h\u00e1bito que tamb\u00e9m faz da esp\u00e9cie uma dispersora natural de sementes pelos rios durante as cheias. O nome vem do tupi-guarani e significa algo como &#8220;peixe claro&#8221;, em refer\u00eancia \u00e0 cor prateada de suas escamas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a pesquisa nasceu na China<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo \u00e9 resultado da tese de doutorado da bi\u00f3loga Ivana Felipe da Rosa, do Instituto de Bioci\u00eancias da Unesp em Botucatu, orientada pelo professor Rafael H. N\u00f3brega. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Originalmente, a pesquisadora estudava o pacu, outro peixe nativo brasileiro, mas mudou o foco depois de ganhar uma bolsa para um per\u00edodo na Universidade de Shandong, na China. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para manter o projeto, ela precisava de um genoma de refer\u00eancia, e a pirapitinga surgiu como op\u00e7\u00e3o por ser pr\u00f3xima geneticamente do pacu e por j\u00e1 ser criada comercialmente no pa\u00eds asi\u00e1tico desde 1985, quando teria chegado por meio da piscicultura ornamental.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A dist\u00e2ncia entre a produ\u00e7\u00e3o brasileira e a chinesa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A compara\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses mostra o tamanho do desafio, em 2023, a China produziu mais de<strong> 55 milh\u00f5es de toneladas de pescado por aquicultura, enquanto o Brasil registrou cerca de 792 mil toneladas, equivalente a 1,44% do volume chin\u00eas. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de abrigar uma das maiores biodiversidades de peixes de \u00e1gua doce do planeta, o pa\u00eds conta com apenas cerca de dez genomas de esp\u00e9cies nativas mapeados at\u00e9 agora, segundo a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O espa\u00e7o que a til\u00e1pia pode dividir<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, a til\u00e1pia, peixe de origem africana, responde por cerca de 65% da produ\u00e7\u00e3o aqu\u00edcola brasileira. Com o genoma da pirapitinga mapeado, cientistas poder\u00e3o investigar quais genes est\u00e3o ligados a crescimento, resist\u00eancia a doen\u00e7as e toler\u00e2ncia ao calor, um passo necess\u00e1rio antes de qualquer programa de melhoramento gen\u00e9tico. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O avan\u00e7o n\u00e3o muda a produ\u00e7\u00e3o de imediato, mas cria uma ferramenta que pode, no futuro, aumentar a participa\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas na aquicultura nacional e reduzir a depend\u00eancia de peixes ex\u00f3ticos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) conclu\u00edram o mapeamento do genoma da pirapitinga, peixe nativo da Amaz\u00f4nia, em parceria com a Academia Chinesa de Ci\u00eancias da Pesca. 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