{"id":36149,"date":"2026-09-11T11:28:00","date_gmt":"2026-09-11T14:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=36149"},"modified":"2026-09-11T11:04:02","modified_gmt":"2026-09-11T14:04:02","slug":"fruta-brasileira-que-quase-ninguem-conhece-virou-sucesso-no-exterior-e-pode-custar-r-20-o-quilo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/fruta-brasileira-que-quase-ninguem-conhece-virou-sucesso-no-exterior-e-pode-custar-r-20-o-quilo\/","title":{"rendered":"Fruta brasileira que quase ningu\u00e9m conhece virou sucesso no exterior e pode custar R$ 20 o quilo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A feijoa, tamb\u00e9m chamada de goiabeira-serrana, \u00e9 uma fruta nativa do Sul do Brasil que os povos Xokleng, Kaingang e Guarani j\u00e1 consumiam antes da chegada dos europeus. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, ela est\u00e1 muito mais presente nos quintais da Nova Zel\u00e2ndia do que nas feiras de seu pa\u00eds de origem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Do Brasil para o mundo, pela Europa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria da feijoa fora do Brasil come\u00e7a no s\u00e9culo 19, quando o bot\u00e2nico alem\u00e3o Friedrich Sellow coletou amostras da planta no Sul do pa\u00eds e as enviou para a Europa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O material foi depois catalogado por Otto Berg, em 1856, que batizou a esp\u00e9cie como Feijoa sellowiana, em homenagem ao pr\u00f3prio Sellow e ao naturalista brasileiro Jos\u00e9 da Silva Feij\u00f3. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cinquenta anos depois da descri\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, a fruta passou a ser cultivada no exterior, primeiro na Europa e depois na Oceania e na Am\u00e9rica do Sul. Na Nova Zel\u00e2ndia, o plantio comercial foi estruturado a partir de 1983, com a cria\u00e7\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o de produtores. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pa\u00eds j\u00e1 desenvolveu mais de 30 cultivares da feijoa e exporta a fruta para os Estados Unidos, o Reino Unido, a Alemanha, a Holanda, a Fran\u00e7a e o Jap\u00e3o. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"518\" src=\"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/335828.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36153\" style=\"aspect-ratio:1.3899777364137378;width:300px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/335828.jpg 720w, https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/335828-300x216.jpg 300w, https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/335828-120x86.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Jardins<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Col\u00f4mbia, a fruta chegou por volta de 1937, via mudas neozelandesas, e cresceu de forma mais intensa nas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo 20, principalmente nas regi\u00f5es andinas, onde as condi\u00e7\u00f5es de altitude permitem colheita o ano todo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sabor que a maioria dos brasileiros nunca provou<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A casca da feijoa \u00e9 verde e firme, e o interior \u00e9 uma polpa mole com sabor que mistura caracter\u00edsticas de goiaba, abacaxi e hortel\u00e3. Em testes de degusta\u00e7\u00e3o realizados em dois shoppings de Santa Catarina, mais de 90% dos participantes classificaram o sabor e o aroma da fruta como bons ou \u00f3timos, segundo pesquisa publicada na Revista Brasileira de Fruticultura. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema \u00e9 que a maioria dessas pessoas nunca tinha provado a fruta antes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a feijoa n\u00e3o engrenou no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas barreiras explicam a aus\u00eancia da feijoa nos mercados brasileiros. A primeira \u00e9 a perecibilidade: o fruto come\u00e7a a perder sabor rapidamente ap\u00f3s a colheita e dura no m\u00e1ximo duas semanas em condi\u00e7\u00f5es adequadas, o que complica a log\u00edstica e afasta distribuidores. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda \u00e9 a altitude: a planta se desenvolve bem apenas em regi\u00f5es acima de 800 metros, o que limita o cultivo comercial a partes de Santa Catarina, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul. A terceira \u00e9 a falta de cadeia produtiva organizada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O desconhecimento da fruta no Brasil se d\u00e1 por falta de estudos, de marketing e de cadeia produtiva estruturada&#8221;, afirmou ao Estado de Minas o pesquisador Rubens Nodari, especialista em recursos gen\u00e9ticos da Universidade Federal de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Epagri, empresa de pesquisa agropecu\u00e1ria de Santa Catarina, trabalha com a esp\u00e9cie desde 1980 e j\u00e1 lan\u00e7ou quatro cultivares adaptados ao planalto serrano do estado. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um produtor catarinense chegou a colher uma tonelada de feijoa em uma \u00fanica safra, o que d\u00e1 dimens\u00e3o do potencial local, mas ainda \u00e9 pequeno frente ao que a Nova Zel\u00e2ndia produz anualmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quilo da feijoa pode chegar a R$ 20 no varejo brasileiro, pre\u00e7o que reflete tanto a raridade do produto quanto o custo de produ\u00e7\u00e3o em escala pequena. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para pesquisadores da \u00e1rea, a fruta tem potencial de se tornar uma alternativa de renda para pequenos agricultores do Sul do pa\u00eds e contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A feijoa, tamb\u00e9m chamada de goiabeira-serrana, \u00e9 uma fruta nativa do Sul do Brasil que os povos Xokleng, Kaingang e Guarani j\u00e1 consumiam antes da chegada dos europeus. 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