{"id":36877,"date":"2026-09-20T16:03:00","date_gmt":"2026-09-20T19:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=36877"},"modified":"2026-09-16T10:41:13","modified_gmt":"2026-09-16T13:41:13","slug":"estudo-da-unicamp-revela-quais-bebidas-vegetais-sao-mais-suscetiveis-a-proliferacao-de-bacterias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/estudo-da-unicamp-revela-quais-bebidas-vegetais-sao-mais-suscetiveis-a-proliferacao-de-bacterias\/","title":{"rendered":"Estudo da Unicamp revela quais bebidas vegetais s\u00e3o mais suscet\u00edveis \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo da <strong>Faculdade de Engenharia de Alimentos<\/strong> (<strong>FEA<\/strong>) da <strong>Universidade Estadual de Campinas<\/strong> (<strong>Unicamp<\/strong>) revelou que bebidas vegetais com maior densidade nutricional, especialmente alto teor de <strong>prote\u00edna<\/strong>, <strong>fibras <\/strong>e <strong>valor energ\u00e9tico<\/strong>, podem facilitar a multiplica\u00e7\u00e3o de <strong>bact\u00e9rias patog\u00eanicas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa, publicada em junho no peri\u00f3dico <em><strong>Journal of Food Science<\/strong><\/em>, foi conduzida no \u00e2mbito da tese de doutorado de <strong>Clara Mariana Gon\u00e7alves Lima<\/strong>, bolsista da <strong>Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo<\/strong> (<strong>FAPESP<\/strong>), sob orienta\u00e7\u00e3o do professor titular <strong>Anderson Sant&#8217;Ana<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como foi feito o teste<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para mapear o risco, os pesquisadores selecionaram cinco marcas comerciais de bebidas sabor <strong>cacau<\/strong>, com base em <strong>castanha de caju<\/strong>, <strong>aveia<\/strong>, <strong>am\u00eandoa <\/strong>e <strong>ervilha<\/strong>, dispon\u00edveis em supermercados de <strong>Campinas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada produto foi inoculado com tr\u00eas bact\u00e9rias de import\u00e2ncia em sa\u00fade p\u00fablica: <em><strong>Bacillus cereus<\/strong><\/em>, <strong><em>Escherichia coli<\/em><\/strong> e <strong><em>Salmonella Typhimurium<\/em><\/strong>. As amostras permaneceram incubadas por 12 horas em diferentes temperaturas (25 \u00b0C, 30 \u00b0C e 37 \u00b0C, conforme a esp\u00e9cie bacteriana).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Contaminamos as bebidas com as tr\u00eas bact\u00e9rias para analisar, com base na composi\u00e7\u00e3o das formula\u00e7\u00f5es, a possibilidade de elas crescerem em determinadas temperaturas&#8221;, explica Sant&#8217;Ana.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que os resultados mostram<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados revelaram que a composi\u00e7\u00e3o da bebida \u00e9 o principal fator de risco, superando em alguns casos at\u00e9 o efeito da temperatura:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Bacillus cereus<\/strong>: a varia\u00e7\u00e3o entre 25 \u00b0C e 30 \u00b0C n\u00e3o teve impacto direto no crescimento. O que impulsionou a multiplica\u00e7\u00e3o foi a densidade nutricional, o microrganismo se desenvolveu mais intensamente em bebidas com maior teor de prote\u00edna, fibra e valor energ\u00e9tico.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Escherichia coli e Salmonella Typhimurium<\/strong>: a 37 \u00b0C, o crescimento foi significativamente maior. Uma bebida \u00e0 base de aveia ou ervilha, rica em nutrientes e armazenada a 37 \u00b0C, representou maior risco do que uma formula\u00e7\u00e3o menos densa guardada a 25 \u00b0C.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A an\u00e1lise dos componentes principais mostrou que, al\u00e9m da temperatura, prote\u00edna, fibras, gordura, s\u00f3dio e valor energ\u00e9tico s\u00e3o os principais promotores do crescimento bacteriano&#8221;, afirma o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m identificou que outros ingredientes, como carboidratos e a\u00e7\u00facares, favorecem a prolifera\u00e7\u00e3o, embora com efeito menos pronunciado; o pH e a composi\u00e7\u00e3o mineral influenciam via estresse osm\u00f3tico; e os polifen\u00f3is presentes no cacau podem modular o crescimento microbiano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que isso muda para a ind\u00fastria?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O achado tem implica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas diretas. &#8220;Nosso estudo demonstrou que o crescimento bacteriano foi influenciado tanto pela esp\u00e9cie bacteriana quanto pela composi\u00e7\u00e3o da bebida e pela intera\u00e7\u00e3o entre esses fatores&#8221;, sublinha Sant&#8217;Ana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o pesquisador, entender como nutrientes espec\u00edficos influenciam a prolifera\u00e7\u00e3o microbiana permitiria aos fabricantes otimizar formula\u00e7\u00f5es para garantir maior seguran\u00e7a, o que pode significar ajustes no controle de pH, uso de conservantes, escolha de embalagens e refor\u00e7o da cadeia de frio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que bebidas vegetais com maior densidade nutricional, especialmente alto teor de prote\u00edna, fibras e valor energ\u00e9tico, podem facilitar a multiplica\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias patog\u00eanicas. 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