{"id":37115,"date":"2026-09-17T13:58:00","date_gmt":"2026-09-17T16:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=37115"},"modified":"2026-09-17T12:08:38","modified_gmt":"2026-09-17T15:08:38","slug":"ataque-de-morcego-vampiro-a-homem-revela-comportamento-pouco-conhecido-da-especie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/ataque-de-morcego-vampiro-a-homem-revela-comportamento-pouco-conhecido-da-especie\/","title":{"rendered":"Ataque de morcego-vampiro a homem revela comportamento pouco conhecido da esp\u00e9cie"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um morador de Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro, s\u00f3 percebeu que tinha sido atacado por um morcego quando viu sangue no ch\u00e3o, com um ferimento no dedo do p\u00e9; o caso aconteceu h\u00e1 dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O animal havia mordido e sugado sangue enquanto ele dormia, sem que a v\u00edtima sentisse nada. O caso foi documentado por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e publicado na SciELO, com foco espec\u00edfico nos desafios que esse tipo de evento coloca para a vigil\u00e2ncia da raiva humana no Brasil.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image-50.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-37116\" style=\"width:426px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image-50.png 640w, https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/image-50-300x225.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Desmodus rotundus<\/em>. Fonte: National Geographic Kids<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um comportamento raro, mas documentado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os morcegos vampiros s\u00e3o tr\u00eas esp\u00e9cies nativas das Am\u00e9ricas que se alimentam exclusivamente de sangue. O mais comum no Brasil \u00e9 o Desmodus rotundus, o morcego-vampiro-comum, que prefere mam\u00edferos, especialmente gado. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As outras duas esp\u00e9cies, Diaemus youngi e Diphylla ecaudata, foram por muito tempo associadas ao sangue de aves, mas pesquisas mais recentes mostraram que tamb\u00e9m podem se alimentar de mam\u00edferos, inclusive humanos, o que surpreendeu a comunidade cient\u00edfica porque o organismo desses animais processa melhor sangue fino e gorduroso como o de aves do que o sangue mais espesso dos mam\u00edferos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ataques a humanos s\u00e3o considerados eventos raros, existem registros hist\u00f3ricos de colonos espanh\u00f3is e soldados atacados por morcegos-vampiros no s\u00e9culo 16, e no Brasil contempor\u00e2neo os casos s\u00e3o mais frequentes no Norte e no Nordeste, principalmente entre ind\u00edgenas e ribeirinhos da Amaz\u00f4nia. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes ataques geralmente indicam algum desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ilha Grande concentra muitos morcegos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regi\u00e3o da Ilha Grande tem 37 esp\u00e9cies de morcegos registradas e \u00e9 um dos pontos do estado do Rio de Janeiro com maior riqueza e abund\u00e2ncia dessas esp\u00e9cies. Antes do caso de 2024, havia relatos de ataques a c\u00e3es e galinhas na Vila Dois Rios, tamb\u00e9m na ilha, em 2015 e 2017. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A bi\u00f3loga Helen Regina da Silva Rossi, que estuda morcegos h\u00e1 mais de seis anos, explica que o risco de contato com humanos \u00e9 maior em \u00e1reas onde vivem as presas naturais dos morcegos-vampiros, como gado, cavalos e su\u00ednos, porque esses animais atraem os morcegos para a regi\u00e3o e a proximidade com humanos aumenta a chance de eventos como o que aconteceu na Praia do Mangue.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que aconteceu ap\u00f3s o ataque<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O homem de 33 anos foi encaminhado ao posto de sa\u00fade da ilha e depois ao continente, em Angra dos Reis, onde recebeu o protocolo antirr\u00e1bico completo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em abril de 2024, pesquisadores capturaram morcegos na \u00e1rea com redes de neblina, e o animal identificado como respons\u00e1vel pelo ataque foi eutanasiado e enviado ao Instituto Municipal de Medicina Veterin\u00e1ria Jorge Vaitsman, no Rio de Janeiro, onde foi submetido ao exame de imunofluoresc\u00eancia direta para verificar a presen\u00e7a do v\u00edrus r\u00e1bico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transmiss\u00e3o de raiva dos morcegos a humanos \u00e9 rara no Brasil, mas o pa\u00eds registra o maior n\u00famero de casos de raiva entre os pa\u00edses americanos. No Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo juntos, foram confirmados apenas 61 casos de raiva humana entre 1989 e 2022, com dois \u00f3bitos nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, toda a profilaxia antirr\u00e1bica \u00e9 gratuita pelo SUS, com vacina\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel em Cl\u00ednicas da Fam\u00edlia e soro-antirr\u00e1bico distribu\u00eddo em hospitais da rede p\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um morador de Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro, s\u00f3 percebeu que tinha sido atacado por um morcego quando viu sangue no ch\u00e3o, com um ferimento no dedo do p\u00e9; o caso aconteceu h\u00e1 dois anos. O animal havia mordido e sugado sangue enquanto ele dormia, sem que a v\u00edtima sentisse nada. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":37117,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37115","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37115"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37115\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37119,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37115\/revisions\/37119"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}