{"id":37276,"date":"2026-09-18T08:58:00","date_gmt":"2026-09-18T11:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=37276"},"modified":"2026-09-18T06:44:25","modified_gmt":"2026-09-18T09:44:25","slug":"garoto-de-10-anos-transforma-preocupacao-com-o-meio-ambiente-em-campanha-que-recolheu-800-mil-baterias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/garoto-de-10-anos-transforma-preocupacao-com-o-meio-ambiente-em-campanha-que-recolheu-800-mil-baterias\/","title":{"rendered":"Garoto de 10 anos transforma preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente em campanha que recolheu 800 mil baterias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sala de estar de uma casa suburbana no norte de <strong>Nova Jersey<\/strong> era, em 2019, o quartel-general de uma revolu\u00e7\u00e3o ambiental. Numa mesa de centro, um menino de 10 anos desenhava com giz de cera o que seria, meses depois, uma das maiores campanhas de <strong>reciclagem de baterias<\/strong> do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nome do projeto j\u00e1 estava decidido como <strong>Recycle My Battery<\/strong> e sua miss\u00e3o era impedir que pilas descartadas de forma inadequada envenenassem o solo e a \u00e1gua em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o nome de quem est\u00e1 por tr\u00e1s do projeto \u00e9 o do garoto <strong>Sri Nihal Tammana<\/strong>, e a pergunta que o moveu desde o in\u00edcio \u00e9 a mesma que ele ainda repete em entrevistas: &#8220;E se cada bateria que jogamos no lixo estiver, literalmente, envenenando a terra onde nossos filhos v\u00e3o brincar?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O gatilho do projeto<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tammana, ent\u00e3o no quinto ano, ouviu de um familiar o relato de uma <strong>bateria de \u00edon-l\u00edtio<\/strong> que havia explodido dentro de uma planta de descarte de res\u00edduos nos <strong>Estados Unidos<\/strong>. O incidente, que poderia ter causado um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es, o assustou e o fez pesquisar sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao pesquisar, ele descobriu que baterias alcalinas, ao se decomporem em aterros, liberam subst\u00e2ncias que elevam o pH do solo a n\u00edveis t\u00f3xicos, chegando a 13,01, uma alcalinidade que destr\u00f3i microrganismos e contamina aqu\u00edferos subterr\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Baterias de l\u00edtio, por sua vez, representam risco de inc\u00eandio e liberam metais pesados. E, na \u00e9poca, a maioria das baterias descartadas nos <strong>EUA <\/strong>simplesmente n\u00e3o tinha destino certo: acabava no lixo comum.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu tinha 10 anos, mas entendi que n\u00e3o existia ningu\u00e9m fazendo isso em escala&#8221;, lembra Tammana. &#8220;Ent\u00e3o decidi ser esse algu\u00e9m.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da garagem para o mundo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tammana, com apoio da fam\u00edlia, come\u00e7ou a instalar cont\u00eaineres gratuitos de coleta de baterias em escolas, bibliotecas e pequenas empresas da regi\u00e3o de Monroe. No in\u00edcio, a log\u00edstica contava com um cont\u00eainer lacrado, uma placa com instru\u00e7\u00f5es e um volunt\u00e1rio para esvaziar periodicamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A campanha come\u00e7ou como o &#8220;<strong><em>Battery Challenge<\/em><\/strong>&#8221; (Desafio da Bateria), um jogo entre escolas: quem coletasse mais baterias em um per\u00edodo determinado ganharia um trof\u00e9u. No entanto, o que era uma brincadeira entre colegas de classe virou competi\u00e7\u00e3o interestadual. Mais de 300 mil baterias foram recolhidas apenas nessa primeira campanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O salto internacional veio com a parceria com a <strong>B-cycle<\/strong>, maior recicladora de baterias da Austr\u00e1lia. A empresa adotou o modelo da Recycle My Battery em escolas australianas, e o movimento ganhou um segundo continente. Hoje, a rede conta com:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>M\u00e9trica<\/strong><\/td><td><strong>N\u00fameros<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Baterias coletadas (acumulado)<\/td><td>~900.000<\/td><\/tr><tr><td>Baterias recicladas<\/td><td>625.000+<\/td><\/tr><tr><td>Jovens volunt\u00e1rios<\/td><td>1.000+<\/td><\/tr><tr><td>Pessoas alcan\u00e7adas por a\u00e7\u00f5es educativas<\/td><td>85 milh\u00f5es+<\/td><\/tr><tr><td>Pontos de coleta instalados<\/td><td>1.000+<\/td><\/tr><tr><td>Pa\u00edses com atua\u00e7\u00e3o<\/td><td>5+<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, agora aos 15 anos, Tammana j\u00e1 olha para o pr\u00f3ximo problema. O projeto <strong>Residual Charge<\/strong> busca resolver outro problema do setor que \u00e9 o fato de que as plantas de reciclagem de baterias consomem muita energia para operar, e parte dessa energia vem de fontes f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova ideia de jovem \u00e9 extrair a energia residual das baterias e us\u00e1-la para alimentar o pr\u00f3prio processo de reciclagem. &#8220;Se a gente consegue pegar a energia que sobra na bateria e us\u00e1-la para reciclar a bateria, o ciclo se fecha. bateria vira a sua pr\u00f3pria usina, pelo menos at\u00e9 o fim do processo&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto est\u00e1 em fase de prototipagem, com apoio de engenheiros volunt\u00e1rios e de universidades. Se funcionar em escala, poderia reduzir significativamente a pegada de carbono da reciclagem de baterias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sala de estar de uma casa suburbana no norte de Nova Jersey era, em 2019, o quartel-general de uma revolu\u00e7\u00e3o ambiental. Numa mesa de centro, um menino de 10 anos desenhava com giz de cera o que seria, meses depois, uma das maiores campanhas de reciclagem de baterias do planeta. 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