{"id":37593,"date":"2026-09-21T13:04:00","date_gmt":"2026-09-21T16:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=37593"},"modified":"2026-09-21T11:03:20","modified_gmt":"2026-09-21T14:03:20","slug":"frase-de-fernando-pessoa-as-vezes-ouco-passar-o-vento-e-so-de-ouvir-o-vento-passar-vale-a-pena-ter-nascido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/frase-de-fernando-pessoa-as-vezes-ouco-passar-o-vento-e-so-de-ouvir-o-vento-passar-vale-a-pena-ter-nascido\/","title":{"rendered":"Frase de Fernando Pessoa: &#8220;\u00c0s vezes ou\u00e7o passar o vento; e s\u00f3 de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;\u00c0s vezes ou\u00e7o passar o vento; e s\u00f3 de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.&#8221; O verso pertence a &#8220;Poemas Inconjuntos&#8221;, escrito em 7 de novembro de 1915 sob o heter\u00f4nimo Alberto Caeiro, um dos mais conhecidos entre os personagens liter\u00e1rios criados por Fernando Pessoa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No poema completo, Caeiro descreve sua rela\u00e7\u00e3o de proximidade com as coisas simples da natureza, como pedras e o vento, e escreve logo depois do trecho citado: &#8220;Eu n\u00e3o sei o que \u00e9 que os outros pensar\u00e3o lendo isto; mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem esfor\u00e7o.&#8221; <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A frase resume o esp\u00edrito de Caeiro como heter\u00f4nimo: algu\u00e9m que rejeita a filosofia e a metaf\u00edsica em favor da percep\u00e7\u00e3o direta e sem intermedi\u00e1rios do mundo. Como o pr\u00f3prio Caeiro escreve no mesmo poema, &#8220;eu nem sequer sou poeta: vejo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quem foi Fernando Pessoa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fernando Ant\u00f3nio Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, em 13 de junho de 1888. Aos 5 anos, ficou \u00f3rf\u00e3o de pai, morto por tuberculose, e ainda crian\u00e7a j\u00e1 criava seu primeiro heter\u00f4nimo, batizado de Chevalier de Pas. Em 1895, sua m\u00e3e casou-se novamente com um c\u00f4nsul portugu\u00eas nomeado para Durban, na \u00c1frica do Sul, e a fam\u00edlia passou a viver no pa\u00eds africano, onde Pessoa recebeu educa\u00e7\u00e3o inglesa. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1902, aos 14 anos, retornou a Lisboa. Tr\u00eas anos depois, ingressou na Faculdade de Letras para cursar Filosofia, mas n\u00e3o concluiu a forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caeiro, poeta-pastor da regi\u00e3o do Ribatejo sem forma\u00e7\u00e3o al\u00e9m da escola prim\u00e1ria, era considerado por Pessoa o mestre dos outros heter\u00f4nimos, o inventor de uma esp\u00e9cie de neopaganismo que via a natureza como a pr\u00f3pria divindade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma obra p\u00f3stuma<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vida, Pessoa publicou apenas cinco obras, das quais s\u00f3 &#8220;Mensagem&#8221; (1934) foi escrita em portugu\u00eas. O restante da obra, incluindo os poemas de Caeiro, veio a p\u00fablico depois de sua morte, organizado por pesquisadores que reuniram os manuscritos deixados pelo autor. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pessoa morreu em Lisboa, em 30 de novembro de 1935, aos 47 anos, v\u00edtima de cirrose hep\u00e1tica, e deixou escrita, em ingl\u00eas, no leito de morte, sua \u00faltima frase: &#8220;I know not what tomorrow will bring&#8221; (N\u00e3o sei o que o amanh\u00e3 trar\u00e1).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;\u00c0s vezes ou\u00e7o passar o vento; e s\u00f3 de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.&#8221; O verso pertence a &#8220;Poemas Inconjuntos&#8221;, escrito em 7 de novembro de 1915 sob o heter\u00f4nimo Alberto Caeiro, um dos mais conhecidos entre os personagens liter\u00e1rios criados por Fernando Pessoa. 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