{"id":37689,"date":"2026-09-26T05:31:00","date_gmt":"2026-09-26T08:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=37689"},"modified":"2026-09-26T05:31:00","modified_gmt":"2026-09-26T08:31:00","slug":"imagem-do-google-earth-revelou-uma-formacao-perfeitamente-circular-que-escondia-uma-cratera-de-meteorito-na-australia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/imagem-do-google-earth-revelou-uma-formacao-perfeitamente-circular-que-escondia-uma-cratera-de-meteorito-na-australia\/","title":{"rendered":"Imagem do Google Earth revelou uma forma\u00e7\u00e3o perfeitamente circular que escondia uma cratera de meteorito na Austr\u00e1lia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em julho de 2007, o ge\u00f3logo australiano Arthur Hickman encontrou um c\u00edrculo quase perfeito em imagens de sat\u00e9lite da Austr\u00e1lia Ocidental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hickman, da Geological Survey of Western Australia, ainda n\u00e3o sabia que observava uma cratera de impacto, mais tarde confirmada como uma das mais recentes j\u00e1 descobertas na Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrutura mede aproximadamente 260 metros de di\u00e2metro, e \u00e9 relativamente pequena em compara\u00e7\u00e3o com muitas outras estruturas de impacto conhecidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Chamada informalmente de Cratera de Hickman, ela se soma ao registro geol\u00f3gico de poss\u00edveis impactos de meteoritos na Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Imagem do Google Earth revelou uma forma\u00e7\u00e3o perfeitamente circular que escondia uma cratera de meteorito na Austr\u00e1lia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro estudo detalhado foi publicado em 2008 no Australian Journal of Earth Sciences e apresentou evid\u00eancias s\u00f3lidas de que a estrutura se formou pelo impacto de um meteorito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores relataram um di\u00e2metro m\u00e9dio de 260 metros e descartaram a hip\u00f3tese de um mecanismo vulc\u00e2nico explosivo porque faltavam fragmentos de rochas vulc\u00e2nicas mais recentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise qu\u00edmica forneceu a prova decisiva: as propor\u00e7\u00f5es de elementos do grupo da platina na brecha rochosa, material pulverizado pela colis\u00e3o, se assemelhavam muito mais \u00e0s de meteoritos do que \u00e0s da crosta continental m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Concentra\u00e7\u00f5es elevadas de n\u00edquel indicavam que o meteorito era de ferro, o tipo mais comum respons\u00e1vel por pequenas crateras simples como essa, embora meteoritos rochosos sejam mais frequentes entre as quedas observadas globalmente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Idade e caracter\u00edsticas do impacto<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores estimaram que um proj\u00e9til de cerca de 10 metros de largura escavou uma cratera de aproximadamente 80 metros de profundidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrutura foi datada do Pleistoceno Tardio, com idade estimada entre 10.000 e 100.000 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estimativa se baseou no efeito de represamento observado na margem sul, em um riacho pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A falta de marcas de choque diagn\u00f3sticas, deforma\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas de impactos de alta velocidade, intrigou os cientistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especialistas sugeriram que o proj\u00e9til, estimado em 10 metros de largura, pode ter desacelerado ao passar pela atmosfera antes de colidir com a superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa desacelera\u00e7\u00e3o teria reduzido as press\u00f5es de choque abaixo do n\u00edvel necess\u00e1rio para produzir as deforma\u00e7\u00f5es planares esperadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ainda teria conservado energia suficiente para escavar a cratera e formar seu padr\u00e3o circular caracter\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Geological Survey of Western Australia perfurou a estrutura em 2012 para aprofundar a investiga\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi o primeiro po\u00e7o cient\u00edfico em uma cratera simples com menos de um quil\u00f4metro de di\u00e2metro no pa\u00eds e, possivelmente, em qualquer lugar do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da aus\u00eancia de alguns marcadores convencionais de impacto, o tamanho e a morfologia da cratera permanecem consistentes com origem por impacto de meteorito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em julho de 2007, o ge\u00f3logo australiano Arthur Hickman encontrou um c\u00edrculo quase 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