{"id":37890,"date":"2026-09-26T13:02:00","date_gmt":"2026-09-26T16:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=37890"},"modified":"2026-09-22T16:09:54","modified_gmt":"2026-09-22T19:09:54","slug":"a-data-de-novembro-de-2026-que-ficou-conhecida-como-previsao-do-fim-do-mundo-surgiu-de-um-calculo-de-1960","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/a-data-de-novembro-de-2026-que-ficou-conhecida-como-previsao-do-fim-do-mundo-surgiu-de-um-calculo-de-1960\/","title":{"rendered":"A data de novembro de 2026 que ficou conhecida como previs\u00e3o do fim do mundo surgiu de um c\u00e1lculo de 1960"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A data de 13 de novembro de 2026 voltou a circular nas redes sociais como suposta previs\u00e3o cient\u00edfica para o fim do mundo, mas a origem da hist\u00f3ria remonta a um estudo publicado em 4 de novembro de <strong>1960 na revista Science, com um t\u00edtulo deliberadamente provocativo: &#8220;Doomsday: Friday, 13 November, A.D. 2026&#8221;.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O c\u00e1lculo por tr\u00e1s da data<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O trabalho foi assinado por Heinz von Foerster, f\u00edsico e cibern\u00e9tico austro-americano, ao lado de Patricia Mora e Lawrence Amiot, pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diferentemente de previs\u00f5es religiosas ou baseadas em eventos sobrenaturais, o trio usou modelos matem\u00e1ticos para analisar tend\u00eancias de crescimento populacional observadas ao longo do s\u00e9culo anterior<strong>. Na \u00e9poca, a popula\u00e7\u00e3o mundial estava na casa dos tr\u00eas bilh\u00f5es de habitantes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proje\u00e7\u00e3o partia da ideia de que o crescimento demogr\u00e1fico seguia um padr\u00e3o hiperb\u00f3lico, mais acelerado do que o exponencial simples, e calculava que esse ritmo levaria a uma singularidade matem\u00e1tica, um ponto em que o modelo deixaria de fazer sentido, em 2026. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso significaria que o aumento da popula\u00e7\u00e3o superaria a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de alimentos, provocando uma crise de abastecimento capaz de gerar ruptura social e ambiental.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Calma! <\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde a publica\u00e7\u00e3o do estudo, a popula\u00e7\u00e3o mundial ultrapassou oito bilh\u00f5es de pessoas, e diversos fatores considerados pelos pesquisadores em 1960 mudaram de forma significativa. As taxas de natalidade ca\u00edram em boa parte do mundo, e avan\u00e7os na medicina, na agricultura e na engenharia de alimentos ampliaram a capacidade de produ\u00e7\u00e3o muito al\u00e9m do que o modelo original previa. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cr\u00edticos j\u00e1 apontavam falhas na metodologia desde os anos seguintes \u00e0 publica\u00e7\u00e3o, argumentando que extrapola\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas simples ignoram limites biol\u00f3gicos reais e a tend\u00eancia natural de o crescimento populacional desacelerar ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisas mais recentes confirmam que os dados demogr\u00e1ficos atuais n\u00e3o sustentam mais a equa\u00e7\u00e3o de 1960. N\u00e3o existe, portanto, nenhuma evid\u00eancia cient\u00edfica atual de que o planeta deixar\u00e1 de existir nessa data. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A data de 13 de novembro de 2026 voltou a circular nas redes sociais como suposta previs\u00e3o cient\u00edfica para o fim do mundo, mas a origem da hist\u00f3ria remonta a um estudo publicado em 4 de novembro de 1960 na revista Science, com um t\u00edtulo deliberadamente provocativo: &#8220;Doomsday: Friday, 13 November, A.D. 2026&#8221;. 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