{"id":38428,"date":"2026-09-29T14:04:00","date_gmt":"2026-09-29T17:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=38428"},"modified":"2026-09-29T14:04:00","modified_gmt":"2026-09-29T17:04:00","slug":"vulcao-adormecido-ha-mais-de-5-seculos-volta-a-apresentar-sinais-de-atividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/vulcao-adormecido-ha-mais-de-5-seculos-volta-a-apresentar-sinais-de-atividade\/","title":{"rendered":"Vulc\u00e3o adormecido h\u00e1 mais de 5 s\u00e9culos volta a apresentar sinais de atividade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Imagens de sat\u00e9lite divulgadas pela Nasa nesta semana mostram lava avan\u00e7ando sobre a cratera de um vulc\u00e3o russo que ficou quase 500 anos sem erup\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Krasheninnikov, na pen\u00ednsula de Kamchatka, voltou a expelir rocha derretida poucos dias depois de um terremoto de magnitude 8,8 atingir o oceano pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o, em julho de 2025.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vulc\u00e3o adormecido h\u00e1 mais de 5 s\u00e9culos volta a apresentar sinais de atividade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ag\u00eancia espacial americana reuniu 17 registros feitos pelo sat\u00e9lite NISAR, projeto conjunto da Nasa com a ISRO, ag\u00eancia espacial indiana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os quadros foram capturados entre dezembro e meados de agosto, e revelam a rocha fundida enchendo primeiro uma caldeira interna menor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois transbordando para uma cratera maior e se espalhando em leque pelo terreno ao redor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Duas estruturas vulc\u00e2nicas pr\u00f3ximas comp\u00f5em o Krasheninnikov, mas apenas a que fica ao norte despertou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde que a erup\u00e7\u00e3o come\u00e7ou, um fluxo constante de material derretido e detritos sai dali em dire\u00e7\u00e3o ao leste, alterando a paisagem gradualmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira imagem do sat\u00e9lite sobre o local aconteceu em 25 de dezembro de 2025, ainda durante os testes de calibra\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o lan\u00e7amento do equipamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Naquele momento, o NISAR sobrevoava a regi\u00e3o a 747 quil\u00f4metros de altitude, testando os instrumentos que usaria nas observa\u00e7\u00f5es seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da primeira captura, o sat\u00e9lite retornou ao mesmo ponto duas vezes a cada 12 dias, ritmo que transformou fotos isoladas em uma sequ\u00eancia capaz de mostrar a evolu\u00e7\u00e3o m\u00eas a m\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa frequ\u00eancia de passagens \u00e9 o que permite comparar o antes e o depois da erup\u00e7\u00e3o com precis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os registros parecem fotografias, mas na verdade v\u00eam de um radar de abertura sint\u00e9tica, equipamento que emite micro-ondas contra o solo e capta o eco que retorna.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa tecnologia funciona mesmo \u00e0 noite e atravessa nuvens, o que resolve um problema comum no longo inverno de Kamchatka, marcado por c\u00e9u encoberto boa parte do tempo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/vulcao-adormecido-ha-mais-de-5-seculos-volta-a-apresent-1.jpg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vulc\u00e3o adormecido na R\u00fassia &#8211; Imagem: Nasa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um instrumento pensado para prever riscos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lava rec\u00e9m-formada reflete o sinal do radar de um jeito diferente da neve e do solo ao seu redor, e esse contraste \u00e9 o que desenha o contorno do fluxo em cada imagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A repeti\u00e7\u00e3o constante das passagens sobre o mesmo ponto \u00e9 considerada o maior trunfo da miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voltar com frequ\u00eancia ao mesmo lugar tamb\u00e9m serve para detectar deforma\u00e7\u00f5es no solo da ordem de cent\u00edmetros, sinal que costuma aparecer antes de uma erup\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo tipo de leitura ajuda a identificar falhas geol\u00f3gicas e encostas com risco de deslizamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de oferecer cobertura sobre praticamente todos os cerca de 1.300 vulc\u00f5es ativos acima do n\u00edvel do mar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens captadas t\u00eam nitidez em escala de poucos metros e ficam dispon\u00edveis diretamente na nuvem, o que facilita o acesso a quem monitora a atividade vulc\u00e2nica em diferentes pontos do planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sat\u00e9lite Nisar da Nasa registrou a evolu\u00e7\u00e3o da erup\u00e7\u00e3o m\u00eas a m\u00eas desde dezembro, ajudando a monitorar vulc\u00f5es ativos em todo o planeta.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":38426,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-38428","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38428"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38428\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38482,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38428\/revisions\/38482"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38426"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}