{"id":40100,"date":"2026-10-26T00:07:00","date_gmt":"2026-10-26T03:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=40100"},"modified":"2026-10-26T00:07:00","modified_gmt":"2026-10-26T03:07:00","slug":"ana-branca-chama-a-atencao-pela-cor-verde-em-fenomeno-que-surpreendeu-astronomos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/ana-branca-chama-a-atencao-pela-cor-verde-em-fenomeno-que-surpreendeu-astronomos\/","title":{"rendered":"An\u00e3 branca chama a aten\u00e7\u00e3o pela cor verde em fen\u00f4meno que surpreendeu astr\u00f4nomos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 326 anos-luz daqui, uma an\u00e3 branca brilha em verde, a primeira com essa colora\u00e7\u00e3o j\u00e1 catalogada pela humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A WD J1330+6.435, estudada por pesquisadores liderados por Mark Hollands, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, desafia d\u00e9cadas de compreens\u00e3o sobre como esses remanescentes estelares absorvem e refletem luz, abrindo caminho para o estudo de fen\u00f4menos ainda mais inusitados no cosmos. A descoberta reconfigura o que se conhecia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto astros mortos costumam exibir tons que variam entre laranja, branco e azul, determinados principalmente pela temperatura, a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da atmosfera da estrela interfere tanto quanto o calor na cor que observamos da Terra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00f3dio transforma a luz em verde<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e3 branca passou a absorver material rochoso de um planeta pr\u00f3ximo. Esse processo, chamado acre\u00e7\u00e3o, enriqueceu a atmosfera com c\u00e1lcio, l\u00edtio e s\u00f3dio, elementos raros nesses objetos extremos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O s\u00f3dio produz a tonalidade esverdeada, e nessas condi\u00e7\u00f5es extremas, ele absorve uma faixa mais ampla do espectro luminoso, retirando a luz alaranjada e deixando apenas o brilho verde se destacar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hollands descreveu o resultado como fantasmag\u00f3rico: se um observador estivesse em \u00f3rbita de um planeta pr\u00f3ximo e olhasse para cima, enxergaria uma estrela verde, cen\u00e1rio que parece sa\u00eddo de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta n\u00e3o \u00e9 isolada, e pesquisadores mapearam 151 an\u00e3s brancas a cerca de 65 anos-luz e encontraram cinco com cores fora do padr\u00e3o esperado. Carbono produz tons rosa-salm\u00e3o ou roxo; detritos de asteroides e cometas antigos geram amarelo; hidrog\u00eanio e h\u00e9lio em intera\u00e7\u00e3o criam ciano ou azul-claro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A WD J1011+2.845, localizada a 48 anos-luz, exemplifica isso. Sua tonalidade rosa-salm\u00e3o decorre de uma zona profunda que transporta carbono do n\u00facleo at\u00e9 as camadas exteriores, mudando a forma como a luz \u00e9 refratada e refletida pela estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dessa diversidade crom\u00e1tica, o branco segue dominante, e entre as 151 an\u00e3s brancas situadas a cerca de 65 anos-luz da Terra, apenas cinco apresentaram cores extraordin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme an\u00e1lise da Universidade de Warwick, cerca de uma em cada 30 an\u00e3s brancas apresenta colora\u00e7\u00e3o incomum, propor\u00e7\u00e3o que parece pequena at\u00e9 considerar toda a popula\u00e7\u00e3o de an\u00e3s brancas do Universo, representando ainda muitas estrelas de cores peculiares espalhadas pelo espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa abre caminho para uma nova forma de catalogar e compreender esses remanescentes estelares: a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica pode alterar sua apar\u00eancia al\u00e9m do que preveem an\u00e1lises baseadas apenas na temperatura. Cada tonalidade revela uma hist\u00f3ria qu\u00edmica diferente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/ana-branca-chama-a-atencao-pela-cor-verde-em-fenomeno-q.webp\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o\/Mark Hollands\/University of Warwick<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o s\u00f3dio muda de comportamento em uma an\u00e3 branca<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em estrelas normais como o Sol, o s\u00f3dio absorve apenas um comprimento de onda muito espec\u00edfico da luz alaranjada, exatamente a mesma tonalidade que vemos nas l\u00e2mpadas de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Mas nas an\u00e3s brancas, as condi\u00e7\u00f5es extremas transformam completamente esse comportamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na WD J1330+6435, a atmosfera \u00e9 t\u00e3o densa e fria que os \u00e1tomos de s\u00f3dio passam a absorver n\u00e3o apenas um comprimento de onda estreito, mas uma faixa muito mais ampla do espectro: amarelos, laranjas e partes do vermelho desaparecem. Apenas o verde consegue atravessar, criando aquele brilho esverdeado que observamos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo vale para o c\u00e1lcio, que absorve a luz violeta\/azul, refor\u00e7ando o resultado verde final.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descoberta reconfigura d\u00e9cadas de compreens\u00e3o sobre como esses remanescentes estelares absorvem e refletem luz no cosmos.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":40098,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-40100","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40100"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40100\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40161,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40100\/revisions\/40161"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40098"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}