{"id":40588,"date":"2026-11-01T11:04:00","date_gmt":"2026-11-01T14:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/?p=40588"},"modified":"2026-11-01T11:04:00","modified_gmt":"2026-11-01T14:04:00","slug":"falta-de-descanso-apos-exercicios-intensos-pode-afetar-a-regulacao-da-dopamina-no-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/falta-de-descanso-apos-exercicios-intensos-pode-afetar-a-regulacao-da-dopamina-no-cerebro\/","title":{"rendered":"Falta de descanso ap\u00f3s exerc\u00edcios intensos pode afetar a regula\u00e7\u00e3o da dopamina no c\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Treinar demais e descansar de menos pode mexer com o funcionamento qu\u00edmico do c\u00e9rebro. \u00c9 o que aponta um estudo publicado na revista Neuroscience, divulgado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos testes, essa subst\u00e2ncia qu\u00edmica ligada ao prazer continuou em n\u00edveis altos justamente quando os animais j\u00e1 deveriam estar descansando. Se essa mesma rea\u00e7\u00e3o ocorrer em seres humanos, isso pode explicar parte dos quadros de ansiedade, dificuldade para dormir e exaust\u00e3o vistos em atletas que exageram na carga de treinos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/falta-de-descanso-apos-exercicios-intensos-pode-afetar-1.jpg\" alt=\"mulher, abdominais, esporte, forma\u00e7\u00e3o, exerc\u00edcio, em forma, fitness, bem estar, corpo, movimento, desportivo, ativo, doen\u00e7a, sapatos, t\u00eanis, sa\u00fade, saud\u00e1vel, esporte, fitness, fitness, fitness, fitness, fitness, sa\u00fade\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: 5132824\/Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A seguir, os cinco pontos centrais da descoberta, da metodologia aos efeitos observados no c\u00e9rebro dos animais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1. O papel central da dopamina<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dopamina costuma ser associada a sensa\u00e7\u00f5es de recompensa e motiva\u00e7\u00e3o, mas sua fun\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m disso: ela tamb\u00e9m participa da regula\u00e7\u00e3o do sono e do humor. No hipocampo, esse neurotransmissor interage diretamente com processos de mem\u00f3ria e equil\u00edbrio emocional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o pesquisador Alisson Luiz da Rocha, primeiro autor do estudo, os resultados confirmam que a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos interfere diretamente no sistema nervoso central, e n\u00e3o s\u00f3 na musculatura. Segundo ele, quando feito em excesso, o treino tamb\u00e9m deixa marcas significativas no c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2. Dois grupos de camundongos testados<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas dividiram os animais em dois grupos para comparar diferentes tipos de sobrecarga f\u00edsica. Um grupo foi submetido a um teste de esfor\u00e7o \u00fanico e intenso, correndo em esteira at\u00e9 a exaust\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O outro grupo reproduziu a rotina de atletas de alto rendimento com s\u00edndrome de overtraining. Quadro marcado por queda de desempenho, perda de apetite, fadiga persistente, dores musculares, mais les\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es no sistema imunol\u00f3gico e no metabolismo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">3. Oito semanas de treino progressivo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No grupo que simulou o overtraining, os camundongos treinaram ao longo de oito semanas com cargas cada vez mais pesadas. Na \u00faltima etapa, chegaram a cumprir duas sess\u00f5es di\u00e1rias, separadas por apenas quatro horas de descanso entre elas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois dessa fase, os pesquisadores analisaram o hipocampo dos animais de ambos os grupos. Eles mediram os n\u00edveis de dopamina, de serotonina e de prote\u00ednas ligadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o desses neurotransmissores, como a tirosina hidroxilase e o transportador vesicular de monoaminas 2.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4. Dopamina elevada durante o repouso<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No grupo submetido ao esfor\u00e7o \u00fanico, a dopamina subiu logo ap\u00f3s o fim da corrida, resposta esperada ap\u00f3s o desgaste f\u00edsico. O dado mais preocupante, por\u00e9m, apareceu no grupo que passou pelo treinamento cr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo 48 horas ap\u00f3s o teste de desempenho, per\u00edodo em que os camundongos j\u00e1 deveriam ter retomado o repouso normal, a dopamina e a enzima ligada \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o continuavam acima do esperado nesse grupo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coordenador do estudo, Adelino Sanchez Ramos da Silva, afirmou que altera\u00e7\u00f5es semelhantes em humanos poderiam ajudar a explicar a rela\u00e7\u00e3o entre treino excessivo, funcionamento cerebral e dist\u00farbios do sono.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"background:#f7f9fc;border:1px solid #e3e9f2;border-radius:14px;padding:22px 24px;margin:24px 0;box-shadow:0 1px 4px rgba(16,42,67,.06)\"><div style=\"font-size:12px;font-weight:800;letter-spacing:1.5px;text-transform:uppercase;color:#2b6cb0;margin-bottom:2px\">Pontos-chave<\/div><div style=\"font-size:19px;font-weight:800;color:#15243c;margin:2px 0 14px;line-height:1.3\">Pontos-chave do estudo sobre treino excessivo e c\u00e9rebro<\/div><div style=\"display:flex;gap:12px;align-items:flex-start;margin:11px 0\"><div style=\"background:#e8f0fa;color:#2b6cb0;min-width:24px;height:24px;border-radius:50%;text-align:center;line-height:24px;font-weight:800;font-size:13px\">\u2713<\/div><div style=\"flex:1;line-height:1.55;padding-top:2px\">Treinar em excesso pode alterar o funcionamento qu\u00edmico do c\u00e9rebro, afetando descanso e sono.<\/div><\/div><div style=\"display:flex;gap:12px;align-items:flex-start;margin:11px 0\"><div style=\"background:#e8f0fa;color:#2b6cb0;min-width:24px;height:24px;border-radius:50%;text-align:center;line-height:24px;font-weight:800;font-size:13px\">\u2713<\/div><div style=\"flex:1;line-height:1.55;padding-top:2px\">Dopamina regula recompensa, sono e humor e atua no hipocampo ligado \u00e0 mem\u00f3ria e equil\u00edbrio emocional.<\/div><\/div><div style=\"display:flex;gap:12px;align-items:flex-start;margin:11px 0\"><div style=\"background:#e8f0fa;color:#2b6cb0;min-width:24px;height:24px;border-radius:50%;text-align:center;line-height:24px;font-weight:800;font-size:13px\">\u2713<\/div><div style=\"flex:1;line-height:1.55;padding-top:2px\">Dois grupos de camundongos foram comparados: esfor\u00e7o \u00fanico intenso e treino cr\u00f4nico simulando overtraining.<\/div><\/div><div style=\"display:flex;gap:12px;align-items:flex-start;margin:11px 0\"><div style=\"background:#e8f0fa;color:#2b6cb0;min-width:24px;height:24px;border-radius:50%;text-align:center;line-height:24px;font-weight:800;font-size:13px\">\u2713<\/div><div style=\"flex:1;line-height:1.55;padding-top:2px\">Oito semanas de treino progressivo com fases de duas sess\u00f5es di\u00e1rias e pouco descanso no grupo de overtraining.<\/div><\/div><div style=\"display:flex;gap:12px;align-items:flex-start;margin:11px 0\"><div style=\"background:#e8f0fa;color:#2b6cb0;min-width:24px;height:24px;border-radius:50%;text-align:center;line-height:24px;font-weight:800;font-size:13px\">\u2713<\/div><div style=\"flex:1;line-height:1.55;padding-top:2px\">No grupo de treino cr\u00f4nico, dopamina e enzima produtora permaneceram elevadas mesmo 48 horas ap\u00f3s o esfor\u00e7o.<\/div><\/div><div style=\"display:flex;gap:12px;align-items:flex-start;margin:11px 0\"><div style=\"background:#e8f0fa;color:#2b6cb0;min-width:24px;height:24px;border-radius:50%;text-align:center;line-height:24px;font-weight:800;font-size:13px\">\u2713<\/div><div style=\"flex:1;line-height:1.55;padding-top:2px\">O estudo n\u00e3o avaliou diretamente sono, alerta ou ansiedade, e n\u00e3o encontrou varia\u00e7\u00f5es relevantes na serotonina<\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">5. O que ainda falta comprovar<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo destacou que o estudo n\u00e3o avaliou diretamente sono, estado de alerta ou ansiedade nos animais. A liga\u00e7\u00e3o entre os achados e esses sintomas em humanos depende de pesquisas futuras para ser confirmada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores tamb\u00e9m n\u00e3o observaram varia\u00e7\u00f5es relevantes nos n\u00edveis de serotonina entre os camundongos, o que vai de encontro a uma ideia difundida h\u00e1 tempos de que essa subst\u00e2ncia, por si s\u00f3, explicaria os quadros de fadiga extrema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo assim, os dados j\u00e1 indicam que a dopamina n\u00e3o deve ser vista apenas como um &#8220;horm\u00f4nio do prazer&#8221; isolado do resto do organismo. A dopamina parece estar ligada aos mecanismos que regulam o descanso do corpo depois do esfor\u00e7o f\u00edsico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa aponta que respeitar o tempo de recupera\u00e7\u00e3o do corpo \u00e9 necess\u00e1rio para evitar problemas no c\u00e9rebro.<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":40586,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-40588","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40588","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40588"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40588\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40667,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40588\/revisions\/40667"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40586"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.tnh1.com.br\/tnh1-variedades\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}