Quando exposto a fatores de risco como peso e hábitos nocivos, o coração pode apresentar desgastes em suas estruturas de forma precoce, tornando-se funcionalmente mais velho que a idade cronológica da pessoa.
Porém, um estudo recente, desenvolvido por pesquisadores da organização sem fins lucrativos estadunidense Mayo Clinic, revelou que problemas envolvendo dinheiro têm potencial de causar danos ainda mais significativos ao órgão.
De acordo com o estudo, publicado na revista científica Mayo Clinic Proceedings, ao avaliar dados de mais de 280 mil cidadãos que buscaram atendimento em uma das unidades ligadas à organização, os especialistas descobriram que a interação dos determinantes sociais da saúde (DSS) figurou como o fator mais influente para o envelhecimento cardíaco precoce.
E embora o conceito leve em consideração as condições econômicas, sociais, ambientais e culturais, questões como dificuldade financeira e insegurança alimentar se destacaram entre todos os determinantes.
Com isso, os pesquisadores conseguiram atestar que pessoas que lidaram com esse tipo de problema apresentaram um risco de morte por doenças cardiovasculares 60% maior, chegando até mesmo a superar fatores como o tabagismo.
Resultados de estudo podem ser relevantes para o Brasil
Apesar de ter sido conduzido exclusivamente nos Estados Unidos, que possui uma população predominantemente branca, especialistas ressaltam que as conclusões do estudo também podem ser extremamente pertinente para o Brasil.
Afinal, vale destacar que o país ainda vive um cenário de desigualdade acentuada, com muitas pessoas sendo obrigadas a deixar os cuidados com a saúde em segundo plano por falta de condições para praticar exercícios ou melhorar sua alimentação.
Além disso, a constante preocupação com a situação financeira também é uma realidade no país, o que leva muitos brasileiros a submeterem o coração a um estado de estresse ininterrupto. Dessa forma, ainda que baseada em dados específicos, a pesquisa pode ampliar o debate sobre o tema.





