O trabalho home office tem se popularizado cada vez mais no mundo inteiro, isso porque ele aparece como uma solução eficiente para quem deseja ter maior flexibilidade no dia a dia, econimizar tempo de locomoção da casa para o serviço e, consequentemente, ter mais qualidade de vida, já que não terá estresse em relação à trânsito e transporte público, além de maior comodidade e descanso. No entanto, em um estudo recente, especilistas fizeram um alerta urgente para as pessoas que atuam nessa modalidade de trabalho. Continue a leitura e confira!
Em um estudo realizado por especialistas de Harvard, da Universidade da Virgínia e do Banco da Reserva Federal de Nova York, envolvendo 568 mil pessoas nos Estados Unidos, com dados que foram analisados de 2011 a 2024, com excessão do período de pandemia (2020 e 2021), foi observado que as pessoas que atuam em home office tem uma tendência a sofrerem com questões de saúde mental devido ao tempo prolongado de isolamento. Isso é mais evidente para quem mora sozinho e passa o dia inteiro sem contato com outras pessoas.
Resultados do estudo
Segundo o estudo, o isolamento social ganhou força com a consolidação do home office após a pandemia de Covid-19, onde diversas pessoas tiveram que trabalhar de casa e, muitas delas, mesmo após a crise da doença, continuaram atuando na mesma modalidade.
O levantamento revela que profissionais em regime remoto viram seu tempo diário de solidão aumentar em pouco mais de uma hora, antes, a média em dias úteis era de 5,4 horas. O impacto é ainda mais severo para quem reside sozinho: a chance de passar 24 horas sem qualquer interação humana subiu 7 pontos percentuais. Entre 2022 e 2024, esse público viveu quase metade dos seus dias de trabalho remoto (45,9%) em completo isolamento.
Esse cenário se reflete diretamente na saúde mental, com uma alta na busca por suporte psicológico e no consumo de antidepressivos. Quem trabalha de casa apresentou uma probabilidade 4,6% maior de consultar especialistas da área, acompanhada de um avanço de 1,8% nas receitas de medicamentos para ansiedade e depressão.
Curiosamente, a preferência pelo modelo híbrido ou totalmente remoto não diminuiu. Dados de 2024 mostram que quase um quarto dos profissionais (24%) ainda almeja o home office integral, existindo inclusive a disposição de abrir mão de 4% a 10% da remuneração para evitar o retorno definitivo aos escritórios.





