Comumente usada por quem frequenta a academia e quer ganho de músculos, a creatina virou alvo de fiscalização e medidas de proibição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão determinou a suspensão da comercialização, distribuição e uso de 11 lotes de suplementos alimentares da marca IDNLABS após identificar uma série de irregularidades sanitárias.
Entre os produtos atingidos estão creatina, beta-alanina, BCAA 2-1-1 e multivitamínicos, amplamente consumidos por praticantes de atividades físicas.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União e prevê o recolhimento dos lotes específicos notificados pela fabricante. Segundo a Anvisa, a decisão não afeta todos os produtos da marca, mas apenas os lotes que apresentaram inconformidades durante a análise.
Irregularidades motivaram recolhimento dos suplementos
De acordo com a agência, as notificações dos produtos foram canceladas após a constatação de descumprimento dos requisitos sanitários previstos na legislação. Entre as irregularidades identificadas estão estudos de estabilidade com resultados abaixo dos padrões mínimos exigidos, ausência de advertências obrigatórias nos rótulos, informações de difícil visualização, utilização de alegações não autorizadas para suplementos alimentares e recomendações de uso fora das condições permitidas.
Os lotes atingidos incluem três de creatina em pó (0147.05.2025, 0285.05.2025 e 0148.05.2025), três de beta-alanina em pó (0267.08.2025, 079.02.2025 e 0149.05.2025), três de BCAA 2-1-1 em comprimidos (003.01.2025, 044.01.2025 e 004.01.2025) e dois de multivitamínicos e multiminerais em comprimidos revestidos (005.01.2026 e 0211.07.2025).
A Anvisa orienta que consumidores que possuam algum dos lotes suspensos interrompam imediatamente o uso do produto e entrem em contato com a fabricante para obter informações sobre o recolhimento.
Segundo o órgão, os produtos infringem dispositivos da Lei nº 6.360/1969 e resoluções que regulamentam a rotulagem e os requisitos sanitários para suplementos alimentares no Brasil. O caso segue em acompanhamento pela agência, que poderá adotar novas medidas caso sejam identificadas outras irregularidades.





