Um dos artistas mais conhecidos da música brasileira voltou aos holofotes por um motivo distante dos palcos. Uma decisão da Justiça de Goiás reacendeu a atenção sobre um caso trágico ocorrido em uma propriedade rural ligada ao cantor, envolvendo a morte de uma criança de apenas três anos.
O nome em questão é o de Amado Batista. O artista foi condenado pela Justiça a indenizar os pais do menino que morreu afogado em uma piscina localizada em uma de suas fazendas. A sentença reconheceu que houve negligência na manutenção da área, que não possuía qualquer tipo de proteção para impedir o acesso de crianças.
Justiça aponta falha de segurança em fazenda
O juiz Leonardo de Camargos Martins, da Vara Cível de Goianápolis (GO), entendeu que a ausência de cercas, grades ou barreiras de segurança criou um risco previsível e evitável. Apesar disso, a decisão também apontou culpa concorrente dos pais da vítima, fixando a responsabilidade em 70% para o cantor e 30% para os genitores.
Segundo o processo, a família trabalhava e residia na propriedade rural desde abril de 2022. O acidente aconteceu no mês seguinte, quando a mãe da criança se ausentou por alguns minutos durante o expediente. Ao retornar, não encontrou o filho e, pouco depois, ele foi localizado dentro da piscina.
Na sentença, Amado Batista foi condenado a pagar R$ 226.940 para cada um dos pais por danos morais, totalizando R$ 453.880. Além disso, deverá arcar com uma pensão mensal futura em razão da morte da criança.
O magistrado destacou que, ao permitir que uma família com filhos pequenos morasse no local, o proprietário assumiu a responsabilidade de oferecer condições mínimas de segurança. A defesa do cantor argumentou que a responsabilidade seria exclusivamente dos pais, mas a tese não foi acolhida integralmente pela Justiça. Ainda cabe recurso da decisão.





