Os brasileiros que têm o desejo de comprar um carro elétrico devem se preparar, pois esses veículos devem ficar mais caros a partir de 2027. Isso porque o governo tomou a decisão de aumentar o imposto de importação para carros elétricos e híbridos. A taxa deve chegar a 35%.
A decisão faz parte da estratégia do governo federal de recompor gradualmente os impostos sobre veículos elétricos e híbridos vindos do exterior. O objetivo é estimular a produção nacional e fortalecer a cadeia automotiva instalada no país, especialmente em um momento em que diversas fabricantes anunciam investimentos em fábricas e centros de produção brasileiros.
Como funcionará o aumento do imposto
O cronograma aprovado pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) prevê que veículos eletrificados importados passem a recolher uma tarifa de 35% a partir de janeiro de 2027. A medida antecipa o calendário anterior e acelera o retorno da alíquota máxima para determinadas categorias de veículos.
Na prática, isso significa que montadoras que dependem de automóveis ou kits importados para abastecer o mercado brasileiro poderão enfrentar custos maiores de importação. Como consequência, parte desse aumento pode ser repassada ao consumidor final por meio de reajustes nos preços dos veículos.
Vale destacar que a cobrança não representa exatamente a criação de um novo imposto. O movimento faz parte da retomada gradual da tributação sobre veículos eletrificados importados, que haviam recebido incentivos para acelerar a entrada dessa tecnologia no país.
Vale destacar ainda que para evitar umaalta abrupta nos preços dos veículos elétricos, o governo liberou uma cota extra de importação de US$ 463 milhões com isenção de imposto por seis meses. As montadoras que importarem automóveis dentro desse limite não pagarão a taxa; no entanto, o que ultrapassar a cota sofrerá a cobrança da alíquota cheia.
O impacto para quem pretende comprar um carro elétrico
Embora o aumento da tarifa possa pressionar os preços de alguns modelos importados, especialistas apontam que o impacto não será igual para todas as marcas.
Isso porque diversas fabricantes já anunciaram investimentos em linhas de montagem e fábricas no Brasil. Dessa forma, parte da produção poderá ser nacionalizada, reduzindo a exposição às tarifas de importação mais elevadas.
Por outro lado, veículos que continuarem chegando totalmente importados tendem a sentir com mais intensidade os efeitos da tributação. O resultado pode ser uma diferença maior de preços entre modelos produzidos localmente e aqueles trazidos diretamente de outros países.





