A Apple aumentou os preços de seus MacBooks e iPads em 25 de junho. Os novos valores já estão em vigor, impactando o mercado global, incluindo o Brasil. A medida foi impulsionada pela pressão inflacionária nos preços dos componentes de memória e armazenamento, essenciais para a fabricação desses dispositivos.
No Brasil, o MacBook Neo teve um aumento de 16,7%, passando de R$ 7,3 mil para R$ 8,5 mil na versão básica. A versão premium também subiu, de R$ 8,5 mil para R$ 9,7 mil. O iPad Pro de 13 polegadas viu seu preço aumentar em 15,4%, de R$ 12,2 mil para R$ 14,1 mil.
A decisão foi motivada pelos custos crescentes dos chips de memória RAM e NAND, que quadruplicaram devido à alta demanda dos data centers de inteligência artificial.
Impacto global no setor de tecnologia
O aumento nos preços dos produtos da Apple reflete uma tendência mundial que afeta todo o setor de tecnologia. A escassez de componentes, agravada pela alta demanda de grandes empresas como Meta, Google e Amazon, gerou tensões na cadeia produtiva.
Isso impactou não apenas os consumidores, mas também as ações da Apple, que abriram em queda de 4,5% após o anúncio do aumento.
Perspectivas de mercado
Especialistas afirmam que, apesar de o iPhone ainda não ter sofrido reajustes, é provável que os preços também subam. Com a falta de previsão para a estabilização dos preços dos componentes, a expectativa é de novos ajustes nos próximos meses.
A Apple continuaria a buscar maneiras de mitigar o impacto dos aumentos de custos e manter sua competitividade no mercado global. A empresa prevê que o cenário de instabilidade dos componentes eletrônicos continue nos próximos anos.





