Em junho de 2026, a Europa presencia ondas de calor de intensidade histórica, com temperaturas extremas impactando a saúde pública do continente. No dia 24, temperaturas superiores a 35°C afetaram cerca de 94 milhões de pessoas, principalmente na França e na Espanha.
Países como o Reino Unido também registraram recordes de temperatura, com o termômetro em Gosport chegando a 36,1°C. Este fenômeno reforça que a Europa está se aquecendo mais rapidamente do que o resto do mundo, um fato confirmado por estudos científicos recentes.
Desafio global
A onda de calor de 2026 transformou a Europa em um verdadeiro campo de teste sobre como as sociedades podem gerenciar temperaturas extremas. O calor levou a França a tomar medidas emergenciais em vários departamentos, e os recordes históricos britânicos destacaram a vulnerabilidade frente a mudanças climáticas.
Os países europeus vêm há duas décadas implementando medidas preventivas, mas o enfrentamento de temperaturas tão elevadas em curto prazo ainda demanda novas soluções.
Respostas
No combate ao calor extremo, medidas como alertas de saúde, restrições no trabalho externo e locais climatizados foram intensificadas. Prioritariamente, grupos vulneráveis, como idosos, têm recebido atenção especial.
Contudo, essas medidas representam soluções temporárias e não tratam as causas estruturais subjacentes da vulnerabilidade urbana.
Alerta para o Brasil
A experiência europeia serve como um importante alerta para o Brasil, onde as ondas de calor já são uma preocupação crescente. Embora o Rio de Janeiro tenha adotado algumas medidas, como um protocolo específico de calor, abordagens adaptadas ao contexto brasileiro são essenciais.
Especialistas afirmam que a replicação direta de soluções europeias pode não ser eficaz devido às diferenças sociais e urbanísticas.





