Quem mora em São Paulo pode enfrentar um inverno bem diferente do habitual nos próximos meses. Especialistas alertam que a influência do fenômeno El Niño deve provocar uma sequência de mudanças bruscas no tempo, alternando períodos de calor acima da média, chuvas intensas, baixa umidade do ar e até fumaça de queimadas, cenário que aumenta os desafios para a população e para a infraestrutura da capital.
Os episódios de chuva registrados no início da estação já indicam essa mudança de comportamento. Em apenas 24 horas, a cidade acumulou quase 100 milímetros de precipitação, volume que representa mais da metade da média esperada para todo o mês de junho.
El Niño pode alternar temporais, calor intenso e baixa umidade
Segundo meteorologistas, o El Niño tende a modificar a distribuição das chuvas no Sudeste. Em vez de longos períodos de precipitação fraca, a expectativa é de temporais concentrados e de grande intensidade, capazes de provocar alagamentos, quedas de árvores e transtornos no trânsito.
Ao mesmo tempo, o fenômeno também pode favorecer ondas de calor durante o inverno e atrasar o início da estação chuvosa, normalmente prevista para outubro. Com isso, São Paulo poderá registrar dias de temperaturas elevadas, umidade do ar reduzida e piora da qualidade do ar devido à fumaça de incêndios florestais.
Especialistas alertam que crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição e das oscilações climáticas.
Diante desse cenário, a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado já preparam ações preventivas, como limpeza de córregos, poda de árvores, monitoramento meteorológico e uso de inteligência artificial para identificar focos de incêndio.
Apesar do alerta, pesquisadores destacam que o El Niño não significa, necessariamente, a ocorrência de eventos extremos. A intensidade dos impactos dependerá da evolução do fenômeno e da capacidade de prevenção e respostas imediatas das autoridades.





