Em período de Copa do Mundo, uma das dúvidas mais comuns entre as pessoas é justamente se terão folga do trabalho, se serão liberados mais cedo e se para uma dessas situações ocorrer tem que haver alguma compensação, seja de horas ou desconto no salário. Tratando-se do Mundial de 2026, o Brasil, caso chegue à final, terá um caminho com jogos em quatro dias úteis. A seguir, veja o que irá acontece com os trabalhadores nessas datas.
Acontece que no chaveamento, o Brasil disputa os 16 avos nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), contra o Japão. Caso avance na competição, o próximo duelo acontece dia 5 de julho, um domingo, às 17h. Já em uma possível quartas de final, a equipe joga novamente em um dia útil, o sábado (11), às 18h. Na semifinal, a disputa ocorre no dia 15 de julho, uma quarta-feira, às 16h e, se chegar na grande decisão, a partida será no sábado (19), às 18h.
Trabalhadores devem ganhar folga ou serem liberados mais cedo?
Apesar da expectativa recorrente em anos de Copa do Mundo, a legislação trabalhista brasileira não prevê folga automática em dias de jogos da Seleção. Ou seja, o funcionamento das empresas segue normalmente, independentemente da fase da competição ou do adversário em campo.
A liberação de funcionários, quando ocorre, depende de decisão interna de cada empregador ou de acordos específicos. Isso pode incluir desde ajustes de jornada até suspensão temporária do expediente durante o jogo.
Como funcionam liberação e compensação de horas
Quando há liberação, o modelo mais comum envolve reorganização da jornada de trabalho. Em alguns casos, o expediente é reduzido ou interrompido durante o jogo e retomado em outro horário. Em outros, o funcionário pode ser dispensado sem desconto, o que depende de decisão do empregador.
Também existe a possibilidade de compensação de horas. Nesse modelo, o tempo não trabalhado durante os jogos pode ser reposto posteriormente, desde que respeite limites da legislação trabalhista e seja previamente acordado entre empresa e funcionário.
Ou seja, isso significa que a flexibilização existe, mas não é automática nem padronizada. Ela depende de negociação interna e organização de cada empresa.





