Motoristas de aplicativo no Brasil estão enfrentando custos mensais significativos. Em 2026, um estudo do Tribunal Superior do Trabalho (TST) revelou que esses profissionais gastam mais de R$ 5 mil mensais. A pesquisa detalha que motoristas que usam veículos próprios desembolsam R$ 5.566, enquanto aqueles que alugam pagam R$ 5.706.
Estes valores consideram despesas com combustível, manutenção, seguros e impostos. A volatilidade das regulamentações do setor contribui para a incerteza financeira desses trabalhadores.
A pesquisa do TST, divulgada em 23 de junho de 2026, indica que 91,2% dos motoristas não participam da definição dos valores cobrados pelas corridas e 76,7% não podem escolher livremente os passageiros.
A regulamentação do setor ainda está parada no Congresso. Um Projeto de Lei Complementar, que pretende categorizar o “trabalhador autônomo plataformizado”, ainda aguarda votação. Este projeto visa regularizar condições de trabalho e remuneração dos motoristas de aplicativo, mas enfrenta resistência política.
Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2024, motoristas de aplicativo possuem jornadas que ultrapassam 44 horas semanais, trabalhando em média 44,8 horas.
Expectativas
Sem avanços legislativos significativos, os motoristas de aplicativo permanecem em uma posição vulnerável. A busca por soluções eficazes para melhorar suas condições de trabalho e de sustento é constante.
Espera-se que o Congresso retome as discussões sobre a regulamentação em um futuro próximo. A pressão pública e os interesses dos próprios motoristas poderão, eventualmente, acelerar esse processo legislativo crucial.





