Levar uma garrafinha de água para o trabalho, academia ou escola faz parte da rotina de milhões de brasileiros. O hábito ajuda na hidratação, mas pode esconder um problema pouco percebido: a falta de higienização adequada do recipiente pode favorecer a proliferação de bactérias capazes de provocar doenças.
Um levantamento realizado pelo programa Fantástico, em parceria com pesquisadores da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), identificou que 75% das garrafinhas analisadas apresentavam contaminação por bactérias. Ao todo, foram examinados 50 recipientes utilizados em locais como academias, escolas, parques e escritórios.
Durante a análise, os pesquisadores coletaram amostras da água e também das partes mais manuseadas da garrafa, como tampa, bocal, canudo e anéis de vedação. Em 37 unidades foram encontradas colônias de microrganismos, incluindo bactérias associadas a infecções gastrointestinais, que podem causar sintomas como diarreia, vômitos, febre, cólicas e desidratação.
Falta de limpeza é a principal causa da contaminação
Segundo os pesquisadores, o problema não está na água armazenada, mas na forma como a garrafinha é utilizada e higienizada. O contato com mãos sujas, o hábito de apoiar o recipiente no chão e o compartilhamento entre diferentes pessoas aumentam significativamente o risco de contaminação.
A equipe também orienta que cada pessoa utilize sua própria garrafa, já que a microbiota presente na boca varia de indivíduo para indivíduo.
Para reduzir os riscos, a recomendação é desmontar completamente a garrafa antes da limpeza, incluindo tampa, canudo e peças de vedação.
Em seguida, todas as partes devem permanecer de molho por 15 a 20 minutos em uma solução com uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água.
Depois, o recipiente deve ser lavado com água, sabão e escova adequada, deixando todas as peças secarem completamente antes de serem reutilizadas. O procedimento deve ser feito diariamente.





