Milhões de consumidores podem sentir um novo impacto no orçamento nos próximos dias. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa o reajuste anual das tarifas da Enel São Paulo, medida que poderá elevar o valor da conta de luz a partir de 4 de julho, caso seja aprovada pela diretoria da agência.
A proposta prevê um aumento médio de 10,18%, mas os percentuais variam conforme o perfil do consumidor. A distribuidora atende cerca de 8,9 milhões de unidades consumidoras na capital paulista e em municípios da Região Metropolitana de São Paulo.
Para a maioria das residências, enquadradas no grupo de baixa tensão, o reajuste médio previsto é de 9,02%. Já para consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, o aumento poderá chegar a 15%.
Entenda o que pode provocar o aumento na tarifa
Segundo a Aneel, o reajuste é resultado da atualização anual dos custos do setor elétrico. Entre os fatores que mais influenciam o cálculo estão o aumento das despesas com compra de energia, transmissão e encargos setoriais, que representam mais de 70% da composição da tarifa paga pelos consumidores.
Os custos operacionais da distribuidora correspondem a uma parcela menor da conta, equivalente a cerca de 27%, conforme a metodologia utilizada pela agência reguladora.
Se confirmado, o reajuste ficará acima da inflação projetada para o ano, estimada em aproximadamente 4,9% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ampliando a pressão sobre o orçamento de famílias e empresas.
A análise ocorre em um momento de atenção sobre a atuação da Enel São Paulo. A concessionária é alvo de um processo administrativo aberto pela Aneel para investigar a prestação do serviço após os apagões registrados entre 2023 e 2025. O procedimento, no entanto, é independente da definição do reajuste tarifário, que segue critérios técnicos previstos na regulamentação do setor elétrico.





