O bolso do consumidor catarinense vai sentir o peso do cenário internacional nos próximos meses. A partir deste segundo semestre, a tarifa do gás natural em Santa Catarina passará por um reajuste médio de 12,5%. A revisão das tabelas foi autorizada pela Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado (ARESC) por meio das resoluções 407 e 410, que validaram o repasse dos novos custos de transporte e compra do combustível.
A pressão sobre os preços locais é reflexo direto da instabilidade no mercado exterior. Como os contratos de fornecimento de gás no Brasil são indexados à cotação do petróleo do tipo Brent e ao dólar, a combinação entre as tensões geopolíticas globais e a valorização da moeda americana encareceu drasticamente a importação e a logística do insumo.
Posicionamento da SCGÁS
De acordo com a distribuidora estadual SCGÁS, o impacto aos usuários só não foi maior devido a uma estratégia de contenção de danos. Sem a renegociação de contratos vigentes, a diversificação de fornecedores e a busca por novas condições comerciais, a estimativa era de que o aumento pudesse chegar a quase 30%.
A companhia informou ainda que a margem de distribuição — valor que remunera a própria empresa — segue congelada desde 2019, o que significa que o reajuste atual cobre apenas a variação do custo real da matéria-prima.
Apesar da alta que entra em vigor agora, a concessionária pontuou que as mudanças na política de aquisição do combustível adotadas desde 2023 amorteceram o bolso dos clientes a longo prazo, acumulando uma economia de R$ 300 milhões para o mercado cativo. Os novos valores começam a ser aplicados no faturamento deste semestre.





