A Burger King encerrará suas atividades na Argentina nos próximos meses. Essa decisão, anunciada pelo grupo mexicano Alsea, controlador da franquia desde 2006, levanta interesse entre novos compradores. A rede opera 116 unidades distribuídas por 11 províncias.
O grupo Alsea optou por desinvestir na Argentina, respondendo a um ambiente econômico complicado e intensamente competitivo. A concorrência vem de redes de frango frito e hamburguerias artesanais. Apesar de ocupar o terceiro lugar no setor de fast food, atrás do McDonald’s e Mostaza, o Burger King enfrenta um mercado desafiador.
Quem são os interessados no Burger King?
Três grupos destacam-se no interesse pela franquia na Argentina. A DGSA, conglomerado local conhecido pela rede de pizzarias Kentucky. O fundo de investimento Inverlat, que opera as marcas Wendy’s e KFC no país. Por fim, o grupo Int Food, do Equador, que ingressou no setor de fast food em 2018.
Os interessados surgem em um momento de renovação de estratégias por parte da Alsea. A empresa já empreendeu ações semelhantes na Espanha, buscando otimizar suas operações globais.
Estratégia de desinvestimento
Além da Argentina, a Alsea planeja vender suas operações do Burger King no Chile e no México. A decisão faz parte de uma estratégia maior de desinvestimento regional. O banco BBVA foi contratado para conduzir a venda das unidades do Burger King, mas a Alsea mantém suas atividades do Starbucks na Argentina.
A empresa busca direcionar investimentos para marcas mais lucrativas. A reavaliação do portfólio é uma resposta às mudanças de mercado e ao comportamento do consumidor.
O Burger King chegou à Argentina em 1989, mas sua expansão foi limitada. O crescimento da concorrência local e a crise econômica afetaram sua performance.





