Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão revolucionando o diagnóstico da doença de Alzheimer com um exame de sangue que detecta a enfermidade com precisão superior a 90%. Este avanço significativo foi alcançado em testes conduzidos na região do Rio Grande do Sul, trazendo novas esperanças para a detecção precoce.
A equipe da UFRGS comparou o novo exame com o tradicional exame de líquor, conhecido por sua precisão, mas também por ser mais invasivo e caro. As descobertas indicam que o exame sanguíneo, ao medir a proteína p-tau217 no plasma, atinge uma precisão entre 94% e 96%, similar ao padrão ouro existente.
Diferencial do novo método
O exame de sangue exige apenas uma amostra de plasma e detecta níveis elevados da proteína tau, em pacientes com Alzheimer. Isso caracteriza uma vantagem significativa sobre os métodos tradicionais, tanto em custo quanto em acessibilidade.
Atualmente, exames como PET-CT e análise de líquor são caros e pouco acessíveis para a população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS).
Esta tecnologia, por sua simplicidade e baixo custo, apresenta grande potencial para ser integrada ao SUS, democratizando assim o diagnóstico precoce do Alzheimer. Equipamentos ultra-sensíveis garantem a eficácia na detecção.
Os próximos passos incluem expandir os testes a nível nacional. O objetivo é testar mais de 3 mil voluntários, proporcionando dados robustos sobre a eficácia do exame em diferentes contextos.
A pesquisa deve ser concluída em dois anos, avaliando a possibilidade de o exame ser integrado como ferramenta padrão de diagnóstico.





